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Com valorização do real e recuperação da indústria, queda das importações perde força

27 de julho de 2016

cambio

Os sinais de recuperação da atividade industrial e a valorização de 20% do real em relação ao dólar no primeiro semestre deste ano contribuíram positivamente para o enfraquecimento da queda nas importações. Para se ter uma ideia, em janeiro, as importações caíram 38,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, para US$ 10,3 bilhões. Já em junho, a queda foi de mais da metade: 15,4% em relação a 2015, em um total de US$ 12,8 bilhões.

As informações são de reportagem desta segunda-feira (25/7) do jornal Valor Econômico. Segundo o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a média de importação por dia útil já subiu de US$ 530 milhões, nos primeiros cinco meses do ano, para US$ 580 milhões em junho e julho. “Tudo indica que deve se manter nesse nível, até porque o segundo semestre deve ser de alguma melhora da atividade”, disse ao jornal.

Ele avaliou que as importações também estão caindo menos por conta da valorização do câmbio. “O dólar saiu de R$ 4 para R$ 3,30, então claro que isso é um incentivo para importar”, salientou.

As estatísticas do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) deixam clara a diminuição da queda das importações. Em janeiro, 3,5 mil empresas do país deixaram de importar produtos do exterior. Em junho, foram apenas 68 empresas. Para a economista Adriana Dupita, do Santander, a melhora da confiança dos empresários nos últimos meses pode indicar que o longo período de recuo dos investimentos pode estar próximo do fim.

“Tem esse novo fator, que é o real mais valorizado, o que contribui para decisões de importação das empresas. Mas o mais importante é mesmo a recuperação do PIB”, considerou. “Temos hoje um cenário bastante favorável, com juros internacionais muito baixos, commodities em recuperação e expectativa positiva em relação a reformas”, completou a economista.

Leia AQUI a íntegra da reportagem do jornal Valor Econômico.