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Antonio Ramalho: PSDB dará voz ao sindicalismo, com eficiência e transparência

9 de agosto de 2012

“O PT fez com que parte do movimento sindical se curvasse às necessidades de seu plano de poder. O PSDB quer ser uma ferramenta eficiente e transparente para que os trabalhadores, por meio dos sindicalistas, tenham realmente voz dentro do partido, sem interferir na atividade sindical.” A afirmação é do presidente do Núcleo Sindical, Antonio de Sousa Ramalho, entrevistado pelo Jornal do PSDB.

Em abril deste ano, a legenda realizou seu 1º Congresso Sindical, reunindo, em São Paulo, berço do sindicalismo, mais de duas mil pessoas. Embora tenha sido implementado há pouco mais de um ano, idealizado pelo governador Geraldo Alckmin, o Núcleo, cujas primeiras formações aconteceram em São Paulo e Minas Gerais, conta com representação na maioria dos estados. Sem dúvida, uma importante contribuição ao partido, que já tem tradição na luta pelos direitos e garantias dos trabalhadores.

Ramalho falou também sobre as perdas do sindicalismo na gestão petista e as frustrações diante da proposta de isenção de imposto de renda no pagamento de Participação dos Lucros e Resultados (PLR) aos empregados, que foi incluída no texto da MP 556, que trata do tema prevê que a isenção seja para PLRs de até R$ 12 mil. O governo, no início, aceitava negociar apenas, o que estava sendo rejeitado pelos sindicalistas.

Núcleo – “O movimento sindical é um dos alicerces da social democracia. Trata-se de um resgate das origens do partido, um canal de comunicação com a classe trabalhadora. No campo eleitoral, queremos eleger sindicalistas no para os parlamentos do maior número de cidades e, em 2014, ter deputados estaduais e federais em todo o país.”

Perdas – “Nos últimos dez anos o PT aparelhou a CUT, que passou a defender interesses que antes não defendia e ficar em silêncio quando normalmente gritaria. Esse comportamento é evidente pelos aplausos que a central sindical do governo dedica sistematicamente aos seguidos pacotes que só beneficiam alguns setores da indústria.”

Governo – “Não houve nenhuma reforma estruturante, não houve estímulo aos setores da economia que mais geram empregos e nenhum avanço nas principais questões trabalhistas, como a jornada de 40 horas semanais e o fim do fator previdenciário. Esse governo alimentou apenas a esperança de defender o trabalhador mais humilde. Mas, assim como no finado programa Fome Zero, não alimentou a barriga de quem mais precisa, com ações de verdade.”

Isenção do IR – “Não vai sair. Primeiro, o governo deixa caducar a MP 556 que previa essa isenção. Depois, diz que vai resolver a questão. Desmarca a reunião com as centrais em cima da hora e agora se recusa a propor outra data. Nós reclamamos em alto e bom som. Centrais como a Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central protestaram. Já o PT finge que não é com ele. E a CUT esconde em seu site uma notinha de protesto e, claro, não divulga sua posição para a imprensa. Nesse governo os avanços para os trabalhadores não vão acontecer. Isso é muito claro.”

 

Fonte: Agência Tucana