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Para deputada estadual Terezinha Nunes, diferença entre homens e mulheres é real, mas injusta

1 de agosto de 2017

Terezinha defende ações concretas e muita mobilização para que seja devolvido às mulheres o direito de escolha sobre o que é melhor para elas

Terezinha Nunes (PSDB-PE) defende ações concretas e muita mobilização para que seja devolvido às mulheres o direito de escolha sobre o que é melhor para elas

O mercado de trabalho tem sido cruel com as mulheres no Brasil. Segundo números do IBGE de 2015, as brasileiras recebem cerca de 70% dos salários dos homens para executarem trabalhos semelhantes, tendo a mesma qualificação, além de sofrerem outras penalidades apenas pela questão de gênero. As “punições” vão desde a diminuição do salário com a chegada da maternidade – 7% por filho, de acordo com pesquisas da Universidade da Pensilvânia -, até a abdicação da própria carreira para assumir responsabilidades na criação dos filhos e nas atividades domésticas.

O mesmo levantamento do IBGE revela que 40% dos lares do Brasil são chefiados por mulheres. Diante disso, o desejo profissional e os projetos de vida das brasileiras quase sempre ficam em segundo plano – e não resta outra alternativa para elas a não ser deixar os sonhos de lado, encarar o mercado de trabalho e assumir a sobrecarga da jornada dupla (às vezes, tripla).

A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB-PE) considera “severa” a diferença existente entre homens e mulheres e afirma que é preciso trabalhar para que a diferença salarial não seja encarada com naturalidade.

“Concordo que a responsabilidade com os filhos não é exclusiva da mulher. O ideal é que os homens partilhassem igualmente as responsabilidades tanto com os filhos quanto com a casa, até porque a mulher já faz o papel culturalmente imposto ao homem há muito tempo. Poucos homens têm essa visão. É preciso trabalhar para mudar essa cultura e tirar esse excesso de carga das mulheres”, disse.

Quando questionada sobre o papel do Estado na promoção da independência feminina, a tucana afirmou que é preciso políticas de autonomia como, por exemplo, saúde e educação em tempo integral. “Além da assistência social é preciso que o governo promova campanhas educativas que sensibilizem os homens e a sociedade sobre a injustiça e a segregação que ocorre no mercado de trabalho no que se refere ao sexo feminino”, afirmou.
Terezinha defende ações concretas e muita mobilização para que seja devolvido às mulheres o direito de escolha sobre o que é melhor para elas.

Gastos extras

Reportagem da revista Época afirma que, para dar à mulher a real opção de continuar com sua carreira sem ser prejudicada, tendo ou não filhos, isso geraria um aumento de US$ 850 bilhões no PIB.

O Brasil é um dos países que mais sofrem com a escassez de profissionais qualificados. Essa falta na mão de obra é uma das responsáveis pelo baixo desenvolvimento do país. Segundo a Época, as mulheres constituem 57% dos universitários e são a maioria entre os detentores de ensino superior (12,5% das mulheres completaram a graduação contra 9,9% dos homens), o que soa contraditório com a diferença salarial e a baixa representatividade feminina nos cargos de poder.

O preconceito de gênero é vedado pela Constituição Federal em seu artigo 5º, que fala sobre o princípio constitucional da igualdade. Diversos órgãos internacionais, como a ONU, também lutam para erradicar preconceitos de gênero. A paridade entre homens e mulheres é uma das meta do milênio.

Fonte: Portal PSDB