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O grito das ruas e o silêncio dos inocentes

18 de agosto de 2015

Mulheres participaram ativamente das manifestações em Belo Horizonte - Foto: Hugo Cordeiro

As mulheres participaram ativamente das manifestações em Belo Horizonte – Foto: Hugo Cordeiro

Uma multidão calculada em pelo menos 1 milhão de pessoas em mais de 200 cidades brasileiras ocupou novamente as ruas e explicitou, em palavras de ordens, seu sentimento de indignação.

O apoio ao juiz Sérgio Moro, o impeachment de Dilma Rousseff e a defenestração de Lula e do PT, em faixas, jingles populares e cartazes sintetizaram, não só a indignação, mas também a vontade de mudar o Brasil e acabar de vez com as práticas políticas que saquearam e ainda pretendem saquear os cofres públicos.

De maneira ordeira, democrática e pacifica, a multidão respondeu aos petistas, ao governo federal e aliados sindicais que ainda têm a ousadia de conclamar “às armas” e tentar intimidar os mais de 90% que se proclamam descontentes com os atual estado em que se encontra o Brasil.

Não conseguiram e não conseguirão!

O povo disse de forma clara o que acha dessa incitação à violência por parte do presidente nacional da CUT, em pleno Palácio do Planalto, e na prática mostrou com funciona uma Democracia: com gente nas ruas, participando e exigindo moralidade no trato da coisa pública.

Os “inocentes” detentores do Poder preferiram o silêncio a constatar o fim de ídolos de barro que se deixaram derreter com os nefastos efeitos da corrupção.

Povo na rua, não é golpe e nunca foi.

Povo na rua é indignação, é luta, é desejo de mudança.

Golpe é, sim, assaltar os cofres públicos e desviar bilhões de reais para proveito próprio e para o partido político se manter no Poder.

Golpe é participar de eleições com recursos pilhados de empresas do porte da Petrobras que, revestidos em doações legais, desequilibram a disputa eleitoral, como fez o PT nas últimas eleições federias e municipais, na verdade desde que ocupou o Poder.

E contra golpes desse tipo, o povo só tem uma resposta, como já deu três vezes nesse ano: dar o grito de “Basta” nas ruas brasileiras.

Isso é Democracia!