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Minas terá uma mulher à frente do Escritório de Representação Política em Brasília

17 de fevereiro de 2012

Diplomata, Fátima secretariou FHC na Fazenda e no Planalto, e Aécio e Anastasia no governo mineiro

Depois de 20 anos atuando nos bastidores do poder, Maria Tereza de Fátima Barbosa assume, agora como protagonista, um posto estratégico para o estado: o de chefe do Escritório de Representação Política de Minas Gerais em Brasília. Para pôr em prática os planos de acompanhar mais de perto as articulações políticas na capital federal, o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) escolheu uma profissional com bom trânsito e traquejo. Soma-se ainda o fato de ela ser uma fiel aliada de longa data dos tucanos.

Aos 51 anos, Fátima, como é chamada no meio político, acumula um currículo invejável. Formada em ciências contábeis, a mineira de Abaeté é concursada do Itamaraty. Passou 10 anos em Brasília como secretária-executiva do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): primeiro no Ministério da Fazenda, durante o governo Itamar Franco, e depois no Palácio do Planalto. Terminado o mandato do tucano, veio para Belo Horizonte secretariar o ex-governador Aécio Neves (PSDB), seguindo com o seu sucessor, Antonio Anastasia, durante a transição dos governos.

Divorciada e mãe de três filhos, não faltam bom humor e disposição à “representante” mineira no Distrito Federal. É descrita pelos que a conhecem dos corredores do Palácio da Liberdade como uma pessoa organizada, com grande experiência relacional e jogo de cintura para lidar com as saias justas da política. Daí sua vocação para ser diplomata. Morou oito anos na África do Sul, participou de missões diplomáticas na América do Sul, e em Nova York atuou na missão do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

Fátima contabiliza os feitos de sua carreira, desde FHC. “Foi ótimo. Foi daí que comecei a crescer e a acreditar nos projetos para a nação”, lembra. Com Aécio e Anastasia, o trabalho foi consolidado. Agora, a secretária pretende dar continuidade aos projetos de Minas no Distrito Federal e acompanhar mais de perto os convênios e liberação de verbas para o estado. Sejam elas por emendas parlamentares ou contratos diretos com o governo.

“É um desafio. O governador me confiou esse cargo e quero fazer da melhor maneira possível”, afirmou. Ela lembra que os contatos serão não são só políticos, mas também com a área técnica. “É preciso cuidar dos convênios entre as secretarias e os ministérios. O que me ajudará muito é a experiência que tenho por ter trabalhado em Brasília. Conheço como funciona e isso dá uma facilidade maior.”

Saiba mais representação

Minas Gerais tem escritórios de representação política em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Criados por lei, eles têm a função de resolver demandas do estado encaminhadas a entidades sediadas na sua área de atuação. Também são responsáveis por estudos e registros de informações de interesse do governo do estado e por prestar apoio aos representantes da administração estadual que forem àquelas capitais. O escritório de Brasília, especificamente, tem a atribuição de acompanhar a tramitação de projetos na Câmara dos Deputados e no Senado e manter o governador informado.

Fonte: Jornal Estado de Minas