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Eduardo Azeredo: Minas dá exemplo ao Planalto ao reduzir gastos

1 de agosto de 2013

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, demonstrou na última quarta-feira (31) que é possível reduzir custos e racionalizar a máquina pública sem deixar de ser eficiente. O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) destacou, nesta quinta-feira (01/08), a importância das medidas anunciadas. Para ele, as ações servem de exemplo para o governo federal, que mantém uma inchada estrutura governamental, com 39 ministérios.

“A máquina pública, como se sabe, gasta uma parte muito grande do orçamento, ficando pouco para investimento. No caso de Minas esta redução no número de secretarias e outras medidas que são tomadas representarão uma diminuição significativa no gasto do governo”, ressaltou. 

A extinção e fusão de secretarias e órgãos públicos, redução de cargos de confiança e da frota de veículos, proibição de viagens e da contratação de consultorias, dentre outras ações, proporcionarão uma economia de R$ 365 milhões para o estado mineiro em 2013 e 2014. Para o governador Anastasia, esta reestruturação tem como objetivo adaptar Minas à nova conjuntura decorrente da crise econômica internacional, seguindo um modelo inovador implantado na gestão Aécio Neves em 2003.

Outro importante anúncio pelo governador foi à redução de 50% no limite de uso de telefone celular corporativo, o que resultará em uma economia anual de R$ 1,6 milhão. Para Azeredo o governo federal age ao contrário do que a boa administração recomenda, ou seja, expande cada vez mais os gastos com cartões corporativos e viagens.

“Os métodos utilizados em Minas são aqueles que qualquer empresa lucrativa também usa, colocando limites para celulares e gastos com viagens”, defendeu. 

Enquanto o governo federal mantém quase 40 pastas, Anastasia prevê já para 1º de janeiro de 2014 a redução de 23 para 17 o número de secretarias estaduais, o que resultará no corte de 52 cargos de alto escalão, além de outros da estrutura básica. Para Azeredo, ex-governador do estado, em Minas o número de cargos já era moderado, e mesmo assim o governo consegue reduzir ainda mais, mostrando que isso também é possível também a nível federal. “É preciso diminuir o número de ministérios e, com isso, consequentemente reduzir também os gastos com pessoal, material e custeio. Esse dinheiro poderia ir para investimentos”, sugeriu.

 

Fonte: Diário Tucano