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“Uso da máquina e a manipulação da opinião pública”, por Thelma de Oliveira

22 de março de 2013

A presidente da República Dilma Rousseff continua dando péssimos exemplos de conduta política na sua gestão, usando e abusando do cargo e dos poderes que lhe são inerentes. Sem qualquer pudor moral ou religioso, despencou com uma enorme comitiva a para ver o começo do papado de Francisco no Vaticano.

Optou para ela e sua comitiva hospedarem-se em um hotel de luxo em Roma, ocupando 52 quartos ao custo de R$ 7,7 mil a diária, ao invés de utilizar a sede da embaixada brasileira na Itália.

Claro que na avaliação da presidente Dilma Rousseff e de sua entourage, isso não é problema porque nenhum deles desembolsou um centavo sequer para pagar as contas da hospedagem.

Eles sabem que quem pagará as despesas são os brasileiros que diariamente recolhem impostos e que bancam desperdícios e abusos como esse perpetrado pelos petistas do Palácio do Planalto.

Outro exemplo deplorável foi o uso da máquina pública pela ministra Dilma Rousseff, ao utilizar a cadeia nacional de rádio e televisão, no começo do mês, para o anúncio da desoneração dos produtos da cesta básica.

Na ocasião, não ficou muito claro porque antecipou o anúncio, previsto por ela mesma para o dia 1 de Maio, Dia do Trabalho.

Ora, com a imagem viva na memória, com a boa notícia que representa para a população a redução do valor da cesta básica, os resultados não poderiam ser diferentes do que foram.

Na realidade, com a manobra marqueteira, Dilma conseguiu apenas manter os índices globais anteriores. A divulgação da pesquisa, no entanto, revelou mais do que os índices que foram maximizados pela comunicação palaciana.

Um olhar atento, de oposição vigilante, demonstra que em algumas das áreas fundamentais para a vida da população – Saúde, Segurança, Educação, Taxas de Juros e Impostos – o governo Dilma é reprovado pelo povo brasileiro.

A tabela abaixo aponta os índices de reprovação em cada um desse setores:
Os setores mal avaliados indicam que o povo brasileiro sabe, muito bem, identificar a incapacidade gerencial e administrativa do governo Dilma naquilo que responde pelo dia a dia das pessoas. E que a sua imagem de boa gestora começa a ser desmistificada pela percepção real, concreta, que a população tem daquilo que lhe afeta mais diretamente.

Em todo o Brasil, a saúde é um caos, com hospitais federais lotados, sem medicamentos, equipamentos quebrados e pessoal insatisfeito com os salários e as péssimas condições de trabalho.

O mesmo pode ser escrito sobre a situação da educação, basta ver o que a imprensa revelou sobre os testes do ENEM. Na segurança, bandidos conseguem se articular em presídios federais e mandar orientações para perturbar a ordem pública, como ocorreu recentemente, em Santa Catarina. As fronteiras continuam abertas, sem vigilância adequada, paras traficantes de armas e de drogas.

A carga tributária é uma das maiores do mundo e asfixia o cidadão e o empresário, cerca de R$ 1,5 trilhão em fevereiro – a carga tributária neste mês chegou a 36,2% do PIB, ou melhor do pibinho que esse governo gera para os brasileiros.

Os impostos sufocam os brasileiros e as empresas e se tornam o instrumento de “política econômica” para compensar a perda de receita federal com a queda gradativa do pibinho, ano a ano.

O uso da máquina pública atinge outro setores como o gasto de R$ 90 milhões, em 2011, com publicidade oficial em blogs, a maioria deles governista e como tal ferrenhos defensores da política oficial e críticos dos adversários.

Ou seja, usa-se verba pública, muito dinheiro do povo para atacar a oposição, outro péssimo exemplo de Dilma e sua propaganda oficial que não poupa criatividade e dinheiro público para se manter no poder.

Para concluir, mais uma ação desastrosa do governo Dilma Rousseff e que trará muitos problemas para as mães, especialmente as que trabalham em casa e não dispõem de recursos para manter suas crianças em creches particulares.

O Ministério da Educação autorizou que as creches públicas fechem durante as férias escolares, deixando milhões de mães brasileiras pobres sem ter como poder trabalhar.

Se o número de creches já é reduzido, como imaginar uma decisão dessas que vai vigorar nos quatro meses de férias e prejudicar as mulheres carentes?

Somente um governo insensível como o de Dilma Rousseff, um governo que veta por capricho a isenção de impostos da cesta básica aprovada pelo Congresso Nacional em 2012, que gasta milhões em hotéis de luxo, e que usa recursos públicos para tentar enganar a opinião pública é capaz de mais esse gesto vil.

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