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“Reconstruir a nossa política externa depois de uma década de erros é tarefa inadiável”, diz Aécio

3 de junho de 2016

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Em recente manifestação em redes sociais, o senhor Marco Aurélio Garcia, que ocupou oficialmente o posto de eminência parda da política externa brasileira por mais de uma década, insistiu em seus conceitos ultrapassados que valeram ao Brasil o papel de líder quixotesco de um multilateralismo metafísico, alienando o Brasil das vantagens da acelerada integração comercial no mundo, decorrente de acordos bilaterais e regionais.

Na mesma manifestação, reiterou sua ingênua noção de que a projeção internacional brasileira dependeria não de opções inovadoras, consequentes e pragmáticas, mas do número de postos diplomáticos que o país mantivesse, sem qualquer avaliação de custos e benefícios. Também se esqueceu de citar a imperdoável e vexatória penúria em que foram lançadas nossas representações diplomáticas, sem recursos para o pagamento de despesas essenciais, como aluguéis de servidores, telefone, água e eletricidade.

Em vez de cultivar essa aritmética canhestra, faria melhor o ex-assessor se contabilizasse as inúmeras chances perdidas pelo Brasil com respeito a iniciativas bilaterais e regionais no período em que sua sombra intelectual se projetou sobre a diplomacia brasileira.

Não se pode, entretanto, deixar de elogiar os momentos finais de sua fala: “nós teremos a possibilidade de reconstruir a nossa política externa”. De fato, reconstruir a nossa política externa depois de uma década de erros é tarefa inadiável.

Brasília, 1º de junho de 2016

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB