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Afastamento de Eduardo Cunha teve início a partir de pedido entregue à PGR pelo PSDB e outros quatro partidos

6 de maio de 2016

Domingos Sávio (MG) e Betinho (PE) representaram o PSDB na reunião. Deputados foram recebidos pelo chefe de gabinete do PGR.

Domingos Sávio (MG) e Betinho (PE) representaram o PSDB na reunião. Deputados foram recebidos pelo chefe de gabinete do PGR.

A discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) que culminou na suspensão de federal Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados na última quinta-feira (05/05) foi provocada por uma representação entregue à Procuradoria Geral da República (PGR) em 25 de novembro de 2015 pelo presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, juntamente com parlamentares de outros quatro partidos. Naquela data, Domingos Sávio liderou a comitiva de deputados, na condição de vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados.

A PGR deu parecer favorável ao pedido feito pelos parlamentares e, na última quinta-feira (05/05), o ministro Teori Zavascki finalmente concedeu liminar pelo afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara. No mesmo dia, o plenário do STF aprovou por unanimidade a medida.

O pedido encaminhado pelo presidente do PSDB-MG e pelos representantes de outros partidos ainda no final do ano passado foi fundamentado em declarações em que o parlamentar admitiu acumular um patrimônio no exterior não declarado ao Banco Central e à Receita Federal, apesar de afirmar que tudo foi fruto de
transações lícitas de comércio internacional e aplicações em bolsas estrangeiras.

“Ninguém está acima da lei”, assevera Domingos Sávio

“Como o Eduardo Cunha não foi convincente em suas explicações, solicitamos o seu afastamento da presidência da Câmara, deixando claro que não compactuamos com qualquer tipo de corrupção”, destaca Domingos Sávio, acrescentando que é fundamental que todos os envolvidos em corrupção sejam investigados e, se culpados, sejam processados e condenados, indiferente de partido político. “Ninguém deve ser condenado sem um julgamento justo e com direito à defesa, mas ninguém está acima da lei”, afirma o parlamentar tucano.

Para o presidente do PSDB-MG, o STF deve reforçar, o quanto antes, o julgamento, em definitivo, do afastamento de Cunha. Ele acredita que as denúncias contra o agora suspenso presidente da Câmara não atrapalham em nada o decorrer do processo de impeachment. “Pelo contrário, nos dá tranquilidade de que concretizado o impeachment, já que Eduardo Cunha não estará mais na linha de sucessão de Temer, que deverá substituir Dilma”, conclui.