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Taxa de desemprego registra queda histórica na Região Metropolitana de BH

23 de julho de 2010

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no mês de junho deste ano é a menor da história. O índice ficou em 5,1%, inferior a todas as taxas apuradas para o mês desde o início da série da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2002. O indicador ficou abaixo dos 7% apurados na média nacional, onde é considerado o desempenho de seis regiões metropolitanas – São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Entre maio e junho, o número de desocupados na capital mineira e no seu entorno caiu de 152 mil para 134 mil pessoas, uma redução de 11,8%. Na comparação entre junho de 2010 e junho de 2009, a retração no contingente de desempregados chega a 23,2%, segundo o IBGE. 

 

Cresce número de vagas

Em contrapartida, em 12 meses, a população ocupada cresceu 4,6%, o que representou 109 mil novos postos de trabalho na RMBH.

As vagas aumentaram em praticamente todos os setores de atividade econômica. O destaque foi a indústria (extrativa e de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água), um sinal de que os tempos difíceis após a eclosão da crise econômica mundial, em setembro de 2008, estão ficando para trás. Na comparação com junho de 2009, os parques industriais da Região Metropolitana de Belo Horizonte acrescentaram 43 mil trabalhadores ao quadro de pessoal, o equivalente a um crescimento de 11%. 

A construção civil também mostrou crescimento significativo em contratações. Os canteiros de obras abriram 17 mil vagas no período, uma expansão de 8,2% em doze meses. O segmento “outros serviços” gerou 23 mil ocupações, ampliando o número de trabalhadores em 6%. Outro dado relevante apurado pelo IBGE foi o aumento das contratações com carteira assinada, que na Região Metropolitana de BH chegou a mais da metade (52,4%) do total das ocupações. Em junho de 2009, os trabalhadores com registro representavam 50%.

 

Maior rendimento para o trabalhador

O rendimento médio na capital e seu entorno também apresentou alta. O valor passou de R$ 1.289,37, em maio, para R$ 1.336,40, em junho. No ano passado, estava em R$ 1.314,75.  No mês, a Região Metropolitana de Belo Horizonte respondeu pelo maior acréscimo (3,6%), seguida por Recife (3,4%). Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre apresentaram estabilidade, enquanto Salvador registrou queda (1,2%).

 

Caged

Os dados do IBGE corroboram as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego no último dia 15.

De acordo com o levantamento, que analisa apenas o emprego formal, Minas teve a maior geração de vagas da história no primeiro semestre de 2010, com a criação de 232. 572 vagas no período. O resultado é o melhor desde 2003, quando a série foi iniciada. 

Nos últimos 12 meses, o crescimento do nível de emprego no Estado foi de 6,95%, com mais 242.734 postos de trabalho. Apenas em junho deste ano foram criadas 38.870 vagas, o que representa um aumento de 1,05% em relação a maio.

 

Minas atrai investimentos e alavanca emprego

Minas Gerais apresenta, desde o início deste ano, vigoroso e sustentado crescimento, que pode ser facilmente percebido pela evolução dos diversos indicadores macroeconômicos no primeiro trimestre, como emprego, produção, investimentos e comércio exterior. Este desempenho tende a continuar de forma positiva nos próximos meses, pois é grande o interesse de investidores brasileiros e do exterior em implantar e expandir seus negócios no Estado.

Apenas no primeiro semestre do ano, foram anunciados investimentos privados de R$ 38,43 bilhões distribuídos por diversas cadeias produtivas em Minas Gerais, gerando 37 mil empregos diretos e mais de 95 mil empregos indiretos, segundo o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI).

Os números mostram que a economia mineira iniciou 2010 em franco processo de recuperação, superados os efeitos da turbulência econômica que abalou os mercados mundiais. O volume de investimentos privados atraídos em 2009 alcançou R$ 15,42 bilhões com a geração de 30 mil empregos diretos e mais de 45 mil empregos indiretos. Em 2008, esses investimentos somaram R$ 25,62 bilhões.

 

Mais projetos em negociação

A expansão das atividades produtivas tem sido notável neste ano, sinalizando que Minas está, de fato, diante de um círculo virtuoso de crescimento. Além dos R$ 38,4 bilhões de investimentos privados já atraídos, estão em negociação outros projetos que somam R$ 12 bilhões em investimentos privados e que deverão ser formalizados nos próximos 30 dias, gerando 12 mil empregos diretos e 36 mil empregos indiretos.

Os investimentos estão distribuídos em diversas cadeias produtivas, como os R$ 138 milhões destinados à metalmecânica e automotiva. Mais de R$ 460 milhões serão distribuídos em diversas outras cadeias, como alimentos, bebidas, fumo, aeronáutica, eletroeletrônica, têxtil, serviços, madeira e móveis. A cadeia de bionergia receberá R$ 1 bilhão, enquanto biotecnologia e fármacos ficarão com R$ 16 milhões. Siderurgia e cadeia mineral deterão R$ 5,7 bilhões e R$ 3,6 bilhões, respectivamente.

Até o final do ano de 2010, estão previstos ainda mais R$ 29 bilhões em investimentos privados, com geração de 38 mil empregos diretos e 24 mil empregos indiretos, totalizando a atração de R$ 78 bilhões em investimentos privados no ano, com geração de 88 mil empregos diretos e 155 mil empregos indiretos.

Para o período 2003 a 2010, o Instituto de Desenvolvimento Integrado contabiliza investimentos superiores a R$ 240 bilhões, podendo alcançar R$ 300 bilhões até dezembro próximo. Tais projetos são estratégicos do ponto de vista de agregação de valor e diversificação da base produtiva de Minas Gerais em futuro próximo.