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Aécio Neves discute dívida dos estados com deputados estaduais

4 de julho de 2012

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu em seu gabinete, nesta quarta-feira (04/07), deputados estaduais de todo o Brasil, que pediram apoio aos esforços mantidos junto ao governo federal para renegociação da dívida dos estados com o Tesouro. Entre os deputados estavam o presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), deputado Joares Ponticelli (PP/SC), e os presidentes da Assembleia de Minas Gerais, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), e do Rio Grande do Sul, Alexandre Postal (PMDB).

Aécio Neves é autor de projeto em tramitação no Senado que estabelece mudanças no indexador usado para correção das dívidas dos estados e fixa os juros em 2% ao ano.


Segue transcrição de entrevista:

Brasília – 04/07

[audio:https://psdb-mg.org.br/sitenovo/wp-content/uploads/2012/07/04-07-12-Entrevista-Aécio-Neves-Brasília.mp3|titles=04-07-12 – Entrevista Aécio Neves – Brasília]

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Senador Aécio, o senhor disse que essa é uma causa que une nos estados situação e oposição. O que falta para sensibilizar o governo federal?

Essa é a causa da Federação. O Brasil caminha a passos largos para se transformar em um estado unitário. Estamos vivendo hoje a mais perversa concentração de receitas nas mãos da União de toda a história republicana do Brasil. Portanto, renegociar a divida dos estados é minimamente fazer justiça, permitir que os estados readquiram a capacidade de investir em saúde, educação, segurança pública, infraestrutura. Na verdade, a União se transformou em agiota dos estados, já que ela, através do BNDES, empresta ao setor privado a juros muito mais baratos do que ela cobra dos estados. Portanto, a realidade de hoje é muito diferente daquela em que as dívidas foram renegociadas, há muitos anos, e temos que colocar um freio nessa sanha arrecadadora do governo federal. Várias propostas aqui tramitam e queremos buscar uma que atenda os estados do ponto de vista dos investimentos, até, quem sabe, fazendo com que parte desses recursos que sejam pagos à União em investimentos acertados com a própria União. Na área da saúde, por exemplo, na área de infraestrutura ou da educação. Essa movimentação das assembleias legislativas é muito saudável, muito bem vinda e acho que o tema está maduro para, quem sabe, no início do segundo semestre, do mês de agosto, possamos tê-los já em debate e sendo votado pelo Congresso Nacional.