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PSDB inicia ciclo de fortalecimento e aproximação com sociedade, diz Aécio

13 de maio de 2011

O PSDB deve priorizar a aproximação com os cidadãos e com os setores da sociedade insatisfeitos com  a ineficiência e com aparelhamento político da administração pública federal.  A avaliação é do senador Aécio Neves nesta sexta-feira (13-05), após reunião com o governador de Minas, Antonio Anastasia, em Belo Horizonte.  O senador destacou que a convenção nacional do PSDB, marcada para duas semanas, deverá reeleger o deputado Sérgio Guerra e significará o início de um novo ciclo de trabalho para o fortalecimento do partido. 

 

“Nós temos a unidade no que é fundamental: o fortalecimento do PSDB. Acredito que nós teremos apenas uma chapa, aliás para o diretório já é uma chapa. Vamos ter apenas uma Executiva, vamos fazer uma grande festa e iniciar um novo ciclo onde o partido tenha como prioridade se comunicar com a sociedade, buscar aproximação com setores organizados, com setores sindicais, com organizações não governamentais. Nós temos que voltar a falar diretamente com o cidadão brasileiro que não está satisfeito com o que está acontecendo hoje, com o aparelhamento absurdo da máquina pública que tem como primeira conseqüência a ineficiência do setor público”, afirmou o senador.

 

Aécio Neves minimizou as desfiliações ocorridas nos quadros do PSDB e do DEM e disse que, mais que a mudança de partidos, causa estranheza a troca que  nomes eleitos pelas oposições fizeram se transferindo para a base de apoio do governo federal. O senador acrescentou que as oposições não devem ser avaliadas pelo número de cadeiras que ocupam.

 

“Vem acontecendo a defecção de alguns próceres da oposição que estão preferindo hoje a companhia do governo. Temos que respeitar por mais que assistamos isso com alguma estranheza. A oposição não pode ser quantificada pelo número de cadeiras, nem só pelo número de governadores muito expressivos que temos. A oposição vai ser quantificada pela capacidade que tiver de denunciar os equívocos do governo, apontar caminhos que o governo não esteja percorrendo, mostrar contradições claras entre o discurso e a prática”, afirmou.

 

Inflação

 

O senador reiterou as críticas que tem feito ao governo federal e alertou que as classes C e D já sofrem com o aumento do custo de vida.  
“Todos os dias o governo nos dá instrumentos para fazer oposição. Tenho dito que quem mais ajudará as  oposições não serão os nossos aliados. Será o próprio governo, que apresenta ao Brasil, hoje, uma conta a pagar diferente daquela da campanha eleitoral. Todo governo quando se elege tem um período, uma certa carência, onde há uma compreensão das pessoas  de que aquele é o momento do governo se organizar, mas os problemas já vão aparecendo. Na área econômica eles já estão aí absolutamente claros. A questão da inflação não é mais uma possibilidade. As classes C e D já estão sofrendo hoje na pele o aumento do custo de vida. Isso impacta fortemente até na alimentação dessas pessoas”, disse.

 

Aécio Neves também voltou a cobrar do governo federal os investimentos em infraestrutura adiados ao longo dos últimos nove anos. Ele alertou para o risco de o país enfrentar o agravamento dos problemas econômicos no segundo semestre. 

 

“O governo construiu um nó e não consegue desatar. Estamos assistindo aí ao impasse em relação a obras estruturais. Existe um contencioso enorme do ponto de vista de gestão para ser resolvido em cada um desses quase quarenta ministérios. O governo vai ter muito problema. Acho que o segundo semestre já vai ser de muito mais desgaste. Enquanto isso a oposição tem que fazer o quê? Renovar-se. Vamos fazer a nossa convenção em clima de convergência dentro de duas semanas”, afirmou.