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Para tucano, governo federal é incapaz de investir recursos disponíveis

23 de novembro de 2010

A infraestrutura brasileira é classificada pelo empresariado e investidores como o principal entrave para o desenvolvimento econômico do País. Enquanto isso, a ampliação do volume de investimentos, segundo o deputado Rogério Marinho (PSDB/RN), continua sendo virtual. “O governo federal é incapaz de executar os recursos disponíveis para investimento”, assegura.

 

Marinho apresentou à Comissão Mista de Orçamento, na semana passada, dados sobre a execução orçamentária do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que mostram a dificuldade do governo em aplicar recursos. Segundo o levantamento, o governo pagou R$ 7 bilhões (22%) do total de R$ 32,2 bilhões previstos para o programa no orçamento de 2010.

 

Os números  do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira)  revelam que dos R$ 25,8 bilhões inscritos em 2009 como “restos a pagar”, foram pagos este ano R$ 11,6 bilhões (45%). Esses recursos são relativos às despesas programadas em um ano, mas que não foram executadas no ano previsto e, portanto, transferidas para o exercício seguinte.

 

Isso mostra que governo libera mais recursos que estão em “restos a pagar” do aqueles que fazem parte do orçamento atual. Para o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), a conta é uma “bola de neve”.

 

“O governo revela incompetência administrativa, com os chamados restos a pagar. O adiamento do pagamento é uma tática para esconder a falta de planejamento e execução de projetos”, afirma.

Reflexos

O reflexo da falta de investimento, na avaliação do deputado paranaense, é detectado na infraestrutura. Os aeroportos estão saturados, com terminais operando no limite; as estradas federais são classificadas como rodovias da morte; e os portos não conseguem atender à demanda de escoamento.

 

O caso em evidência é o serviço aeroportuário. Numa tentativa de evitar a reedição das cenas de caos nos aeroportos durante as festividades de fim de ano, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou as companhias aéreas para montarem um plano de contingência. Além das aéreas, a operação vai reunir Polícia Federal, Receita Federal, Vigilância Sanitária, Infraero e empresas.

 

Hauly mostra-se cético em relação ao sucesso da operação de fim de ano. “Os aeroportos já estão lotados sem o aumento tradicional da demanda de fim de ano e nada foi feito pelo governo federal. Imagine com o aumento do fluxo de passageiros”, critica. “E não foi por falta de recursos. Faltaram vontade política e capacidade para investir”, completa.

 

Fonte: Agência Tucana