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Momento de Minas

23 de julho de 2012

Artigo do vice-governador de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho

O momento institucional que hoje vive Minas Gerais na governança pública assinala que a gestão de governo pode alcançar níveis cada vez mais elevados de qualidade em sua missão fundamental de prestar serviços à sociedade. E que essa prestação de serviços pode e deve dar-se, cada vez mais, em parceria com a Assembleia Legislativa, a sociedade civil e em plena integração com os poderes executivos e legislativos municipais.

Parceria, aliás, que alicerçou o “Choque de Gestão” e o “Estado para Resultados” núcleos motores do programa “Gestão para a Cidadania” que conduz o governo Antonio Anastasia. Este programa consolida as bases de um novo desenvolvimento mineiro, embasado, sobretudo, na inovação tecnológica e na agregação de valor à produção econômica do estado, a par de sua diversificação, gerando mais empregos de qualidade e maior renda.

Assim, além dos setores tradicionais que colocam Minas Gerias na liderança nacional, como na agropecuária – do leite ao café -, na mineração, siderurgia e na produção de cimento, entre outros, hoje o estado se torna referência nacional em áreas de ponta, com seus polos de excelência na genética bovina, tecnologia da informação, biocombustíveis, biotecnologia, eletroeletrônicos e telecomunicações, software, gestão ambiental e de florestas, e assim por diante. Minas é o estado onde está localizada a única fábrica de helicópteros da América Latina e de produção de locomotivas, com duas fábricas.

Esta estratégia valoriza a chamada “economia do conhecimento” e também avança no Programa Estadual de Parques Tecnológicos, com empresas intensivas em tecnologia e desenvolvimento de produtos, em parceria com universidades e centros de pesquisa, a exemplo do BH-TEC e outros em implantação. Avaliadas pelo Ministério da Educação, estão em Minas cinco das dez melhores universidades federais do Brasil e o estado ocupa o primeiro lugar na avaliação do ensino fundamental.

A modernização da economia mineira inclui os polos aeroespaciais que fortalecerão o Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, além da transformação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves e do seu entorno, denominado “Vetor Norte”, em plataforma capaz de atrair empresas de alto conteúdo tecnológico, como ocorre com o aeroporto de Singapura, por exemplo.

A par disso, o estado foi o primeiro no mundo a cumprir sete das oito “Metas de Desenvolvimento do Milênio” assumidas por 191 países junto à ONU para serem cumpridas até 2015, antecipando-se, pois, ao prazo previsto. E mais: assumiu junto ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – o compromisso de incluir a segurança pública na pauta dos objetivos prioritários de melhoria de vida, item não constante, até então, dessas metas.

Ao mesmo tempo, a prestigiosa agência internacional de análise de riscos, a “Standard & Poor´s”, acaba de classificar Minas Gerais, ao lado do Rio de Janeiro e de São Paulo, com o “Investiment Grade” e a notação brAAA, a mais alta em termos de confiabilidade para os negócios com parceiros internacionais.Esta classificação confirma análise feita, em 2011, pela unidade de inteligência da influente revista inglesa “The Economist” sobre o ranking de gestão dos estados brasileiros, onde Minas Gerais figura, também ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro, entre as melhores regiões do país para acolher investimentos estrangeiros.

Em conjuntura internacional de alta instabilidade, pode-se afirmar que este momento de Minas consolida um modelo de desenvolvimento que oferece antídotos mais eficazes para neutralizar os curtos-circuitos planetários, minimizando seus impactos mais brutais. E é um modelo de gestão que pode e deve ser aplicado ao próprio país.

 

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