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Marcus Pestana aponta pontos fracos da economia brasileira

21 de junho de 2012

O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) destacou, da tribuna da Câmara, os pontos fracos da economia brasileira que levaram a resultados negativos no primeiro trimestre. Entre janeiro e março, o PIB cresceu apenas 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. É um desempenho bastante aquém quando comparado com outros países emergentes e com os vizinhos latino-americanos, conforme ressaltou o tucano em discurso na Câmara dos Deputados na quarta-feira (20).

Na avaliação do deputado, que é economista e preside o PSDB de Minas Gerais, os resultados da economia são desanimadores. “Ficamos totalmente fora da curva dos chamados BRICS. Se compararmos o desempenho de nossa economia com os nossos vizinhos latino-americanos, o retrato da realidade não melhora”, alertou. A China cresceu 8,1% nos três primeiros meses do ano; a Índia, 5,2%; a Rússia, 4,9%. O Chile, 5,6%; o Peru, 6%; a Venezuela, 5,6%; a Argentina, 4,8%; e o México, 4,6%.

De acordo com o deputado, não tem como o governo “tapar o sol com a peneira”. O deputado ressaltou que as taxas de investimento e poupança caíram, a indústria permanece estagnada e a “âncora verde” do agronegócio parece cansada, pois teve um crescimento negativo de 8,5%. Outros problemas apontados pelo deputado são a “queda dos preços internacionais das commodities, aumento da carga tributária, juros decrescendo, mas muito altos, e baixíssima taxa de investimento”.

Em referência às medidas comumente adotadas pelo governo para enfrentar crises, o deputado afirma que o modelo não tem surtido efeito. “A expansão, puxada pelo consumo e pelo crédito, parece estar se esgotando”, disse. “Isso não é sustentável, no médio e longo prazo, sem reformas estruturantes e níveis de investimento adequados”, destacou.

Pestana também afirma que o setor petróleo enfrenta graves riscos, como preço do gás seis vezes maior que o dos Estados Unidos, paralisia dos leilões de novas áreas pela ANP, estagnação da produção e das reservas, perda de investimentos para outros países, fragilização da Petrobras, contenção artificial de preços. “O atraso ideológico que inspirou o atual modelo, o aparelhamento da Petrobras e o populismo estão impondo ao Brasil perda de oportunidades e de posições relativas no cenário internacional”, afirmou.

Para o deputado, os problemas de mobilidade urbana também estão longe de serem resolvidas. “De que adianta financiar e ampliar as vendas de carros e subsidiar gasolina e álcool se a taxa de investimento continua ridícula e a insegurança para consolidar parcerias com o setor privado levam à inexistência de recursos para levar à frente soluções de transporte metroviário, anéis rodoviários, intervenções profundas no sistema urbano?”, questiona o tucano. Segundo ele, o “sinal amarelo acendeu e medidas pontuais e tímidas não são suficientes”.
Fonte: Diário Tucano