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Itamar defende independência dos poderes para fortalecer o Senado Federal

13 de setembro de 2010

O ex-presidente Itamar Franco, candidato ao Senado pela coligação “Somos Minas Gerais”, disse nesta segunda-feira, dia 13, em Santa Luzia (Grande BH), que, eleito, vai trabalhar para que o plenário da Casa vote pautas construtivas para o Brasil. Itamar também disse que se empenhará para que o Parlamento recupere sua independência em relação ao Executivo.


Com a experiência de quem ocupou o cargo de senador por dois mandatos, o ex-presidente também garantiu que a cada votação de projetos no Senado levará os interesses da população mineira como prioridade. Itamar Franco visitou municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, acompanhado do governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, e do ex-governador Aécio Neves, também candidato ao Senado.


“Essa agenda do Senado tem de ser construtiva. É um poder independente, importante. Porque cuida do endividamento, examina o problema dos municípios, tanto seus empréstimos internos quanto externos. Ele tem de fiscalizar os atos do Executivo, tem de fiscalizar os atos, particularmente, dos tribunais superiores. Tem de examinar a política externa, tem uma série de prerrogativas prioritárias, que estão na Constituição”, disse o ex-presidente.

 

Defendendo interesses de Minas

Itamar Franco reforçou, ainda, a garantia de que votará todos os projetos de lei pautados pela ética e pelo interesse da população mineira. Para ele, cabe aos senadores defenderem a independência dos poderes. Segundo o ex-presidente, é a submissão do Legislativo ao Executivo que faz com que os eleitores questionem a necessidade da existência do Senado.


“O senador precisa ter consciência de que é um senador eleito pelos quadros daqui, por Minas. Se o governo federal corresponder às expectativas do país, não há como deixar de votar com ele. Mas é preciso ter senadores que desaprovam o governo no que for necessário. Porque se não, o que tem acontecido até agora? O Senado virou um complemento artificial do Executivo. O Executivo comanda o Senado e sabemos que aqui, no Brasil, os poderes são interdependentes. No momento em que, particularmente, o Senado cede ao Executivo, ele deixa de existir como poder. E deixando de existir como poder, nós escutamos exatamente as observações que têm sido feitas: para quê o Senado?”, avaliou o ex-presidente.