Você está em:
IMPRIMIR

Governador reeleito de Roraima defende um Brasil sem divisão

29 de novembro de 2010

No sentido inverso à descriminação ocorrida nos últimos oitos anos, o governador reeleito pelo PSDB em Roraima, José Anchieta Junior, defende que o governo federal relacione-se com os Estados sem distinção partidária. “O Brasil é de todos e para todos. O partido que elegeu a presidente tem obrigação com todo o povo brasileiro, sem distinção”, disse.

 

O governador afirmou que o PSDB terá um papel importante na condução da política brasileira, pois elegeu oito governadores. “ Seremos responsáveis por cerca de 47% da população. Somados, os estados representam 54% do PIB (Produto Interno Bruto)”, lembrou. “Vamos cobrar um compromisso da Presidência com essa população”, completou.

 

Os governadores eleitos pelo PSDB foram Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Beto Richa (PR), Simão Jatene (PA), Siqueira Campos (TO), Teotônio Vilela (AL) e Marconi Perillo (GO), além de Anchieta Junior.

 

Escolhido para seu segundo mandato, Anchieta prometeu dar continuidade às obras estruturantes no Estado, como a reconstrução das rodovias federais, estaduais e também as estradas vicinais, a continuidade à regularização fundiária junto ao instituto de terras e a levar energia elétrica ao estado inteiro. 

 

Governador, quais são suas primeiras prioridades?

Dar continuidade a alguns projetos e ações iniciados no primeiro mandato. Continuidade à regularização fundiária do estado junto ao instituto de terras, para que possamos levar segurança jurídica à população. Vamos continuar com nossas obras estruturantes, como a reconstrução das nossas rodovias federais, estaduais e vicinais. Continuaremos com as obras importantes para definir a nossa matriz energética, e vamos levar energia aos 14 municípios. Iremos ainda contratar uma empresa para fazer um diagnóstico geral do estado, cujo objetivo é a elaboração de um plano de gestão que passe pela eficiência. 

 

Que balanço o senhor faz do seu primeiro mandato?

Foi um governo com certas dificuldades, mas faço um balanço positivo. Conseguimos resolver as questões administrativas; resolvemos a questão da transferência de terras da União para Roraima; iniciamos grandes obras de recuperação das rodovias federais (BRs 174, 210, 432); continuamos as obras de geração energia, interligando a capital ao sul do estado; e modernizamos a máquina pública. Além disso, iniciamos um projeto para os servidores públicos, precisamos capacitá-los e definir uma política salarial condizente, uma política que atinja os objetivos e anseios dos servidores, mas que o estado possa cumprir. 

 

Saúde, educação e segurança são considerados serviços vitais para a população. Qual a sua proposta para esse tripé?

Na saúde, nós cumprimos os investimentos previstos em lei. Aliás, investimentos até mais do que os 12% previstos por lei. Mas Roraima tem uma particularidade em relação à saúde. Em outros estados, os serviços de saúde pública são divididos com estados e municípios. Em Roraima é diferente. Os municípios não atendem a contento, e a iniciativa privada contempla uma pequena faixa da sociedade. Isso sobrecarrega o estado. O estado é responsável pela saúde de média e alta complexidade, mas nós acabamos também fazendo a saúde básica – que não é responsabilidade do estado. Daí porque a gente precisa ter uma atenção especial. 

 

E para a educação?

Quanto à educação, nós temos que melhorar a estruturação física das nossas escolas e investir em capacitação profissional. Em Roraima, 50% das escolas são indígenas. Nós vamos buscar uma alternativa para incluir socialmente essas crianças nas comunidades. Por exemplo, nós temos um jovem de 21 anos que faz faculdade de medicina em Cuba, e ele é indígena. Então, nós precisamos fomentar o potencial das crianças nas comunidades indígenas para fazermos um projeto de metas a serem alcançadas nos próximos quatro anos. 

 

E em relação à segurança?

Nossa população é pequena: cerca de 450 mil habitantes. Mas nós temos a complexidade de termos duas fronteiras internacionais. Por se tratar de um estado com dois mil quilômetros de fronteiras internacionais, a nossa proposta de segurança passa pela integração de todas as polícias: Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além do Bombeiro. Queremos ter um cuidado na fronteira, evitando tráfico de drogas, de crianças e mulheres. 

 

A oposição aumentou o número de governadores. Como o senhor vê o papel da oposição a partir de agora?

A oposição será de forma responsável e coerente. O Brasil é de todos e para todos. A obrigação do partido que conseguiu eleger a presidente tem obrigação com todo o povo brasileiro. O PSDB terá um papel importante na política, pois elegeu oito governadores e será responsável por cerca de 47% da população brasileira. Somados, os estados representam 54% do nosso PIB (Produto Interno Bruto). Portanto, é fundamental essa harmonia, e essa integração. Vamos cobrar um compromisso da Presidência da República com essa população.

 

Fonte: Agência Tucana