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Francine Cousteau chega ao Brasil para parcerias com o HidroEX e o Governo Anastasia

16 de junho de 2010

Francine Cousteau, viúva de Jacques Cousteau, e hoje presidente da Fundação que leva seu nome está participando de eventos que comemoram os 100 anos de nascimento de um dos oceanógrafos mais  respeitados e conhecidos de todos os tempos, com incursões em várias partes do mundo. No Brasil, atendendo a convite do deputado federal Narcio Rodrigues (PSDB/MG),  sua missão tem algo de especial; além de receber homenagens, Francine vai consolidar a parceria entre a Fundação Cousteau e o Instituto HidroEX – Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada e Águas.

 

A agenda tem início em Brasília, no dia 16, onde será assinada a autorização de liberação de recursos, pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, no valor de R$ 22,6 milhões destinados à implantação do Centro UNESCO-Cousteau de Ecotecnia.  Outro projeto que será assinado com o ministro Sérgio Rezende, é o do  Espaço Cousteau para as Águas. Tanto o Centro de Ecotecnia como o Espaço Cousteau para as águas funcionarão  integrados, e ao lado do Instituto HidroEx, em Frutal, no Triângulo Mineiro. Os dois projetos citados acima são frutos de parceria entre a  UFTM – Universidade Federal do Triângulo Mineiro – a Fundação Cousteau e o Instituto HidroEX.   Na capital brasileira, a viúva Cousteau também receberá  a medalha do  Mérito Legislativa, concedida pela Câmara dos Deputados.

 

No dia 17, Francine Cousteau tem encontro com o Governador Antônio Anastasia, às 14h30no Palácio Tiradentes (sala Tomaz Gonzaga), para assinatura  entre a Fundação Cousteau e o Governo de Minas (através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior, e Fapemig)   do acordo internacional que permitirá a implementação de programas de conservação, pesquisa e educação ambiental, com prioridades para os temas ligados à água

Na mesma ocasião o governador anuncia e dá posse à diretoria  do Instituto  HidroEx, que terá  como presidente Richard Megank,  ex-reitor do Instituto IHE  –  Instituto de Educação para as Águas-  em Delft na Holanda. No final do evento, Francine Cousteau receberá a medalha da Inconfidência, a mais alta condecoração concedida pelo Governo Mineiro.

Francine Costeau ainda visita as cidades de Uberaba ( também no dia 17), onde participa de um grande evento na UFTM,  e Frutal (dia 18), onde conhecerá as instalações da nova sede da UEMG – Universidade do Estado de Minas Gerais-  e do  Instituto HidroEx, além de lançar a pedra fundamental  do Espaço Cousteau para as Águas e do Centro de Ecotecnia.

 
O Homem que fez a terra olhar para o mar

 
Se estivesse vivo Jacques Ives Cousteau completaria  neste 11 de junho, cem anos.

 
Investigador, inventor, oceanógrafo, ambientalista e realizador de inúmeros documentários, o capitão do barco Calypso educou várias gerações com os seus documentários, desde os anos 40 até à década de 90. Faleceu em 1997, com 87 anos. Jacques Cousteau foi o inventor do equipamento “aqualung”, desenvolvido em 1943 com Émile Gagnan, que permitiu aos mergulhadores explorarem o fundo do mar.  A partir dos anos 70 e até à sua morte viajou por todo o mundo tornando-se em  um ferrenho defensor das causas sociais e ambientais. Com seu trabalho, o comandante Cousteau foi o precursor de uma consciência ecológica que hoje é bandeira levantada por milhões de pessoas ao redor do mundo.

 

 Sobre o Instituto HidroEX,  a UNESCO a Fundação Cousteau

A Fundação Cousteau foi criada com sede em Paris e escritório nos Estados Unidos para cuidar do acervo de pesquisa e documentários produzidos pelo comandante Jacques Ives Cousteau durante a sua vida. Sua viúva, Francine Cousteau, é a presidente da entidade.

Em 2001, o deputado Narcio Rodrigues iniciou as negociações com a UNESCO visando a criação, no Brasil, de um Centro de Categoria II (Institutos ligados à UNESCO) , que hoje é a Fundação HidroEx (criada pelo Governo do Estado em parceria com os Ministérios da Ciência Tecnologia, Educação e Meio Ambiente), Desde essa época, a Fundação Cousteau apóia oficialmente a proposta de criação deste  centro de educação para as águas para a América Latina e para os países de língua portuguesa, sendo considerada, inclusive, sua madrinha.  Em todas as missões empreendidas à Europa, na busca da aprovação do HidroEX, o deputado Narcio Rodrigues (e, portanto, o Governo Anastasia e do Brasil), contaram com a presença solidária e o engajamento oficial da Fundação Cousteau nessa proposta.

O HidroEX foi oficializado pela Assembléia Geral da UNESCO em outubro de 2010, em solenidade que contou, inclusive, com a participação da Mme Francine Cousteau e de sua equipe.

A Fundação Cousteau está disposta a implementar programas de parceria em educação ambiental, com foco principal em recursos hídricos, a partir da criação do HidroEX no Brasil.

E esse é o principal motivo da vinda da Mme Costeau ao País  no período de 16 a 20 de junho. Mais do que uma visita, ela vem para estabelecer parcerias com os Governos e com as iniciativas que estão consolidando o HIDROEX como pólo de recursos hídricos no País.

Esse ano de 2010 marca o Centenário do nascimento do comandante Jacques Ives Cousteau e a vinda ao Brasil pretende, também, de alguma forma reavivar os vínculos da família Cousteau com Brasil. Afinal, os vídeo-documentários e a grande expedição empreendida por ele na Amazônia já entraram para a história como um grande marco na descoberta da biodiversidade da região amazônica e a na apresentação de sua riqueza natural para o mundo.

Por isso, a presidente da Fundação Cousteau aceitou a proposta da visita ao Brasil com o objetivo de reacender as atividades da entidade no País, contribuindo para ampliar a oferta da educação ambiental e para consolidar a Fundação HidroEX recém-criada. Atuando como autêntica “MADRINHA” do HidroEX, ela pretende visitar Frutal, a cidade onde está sendo instalado o Centro de Categoria II da UNESCO. Nesta visita, assina  acordos de cooperação internacional, em especial dois projetos que serão custeados com emendas parlamentares ao Ministério da Ciência e Tecnologia e executados pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), cuja sede é em Uberaba: o Espaço Cousteau para as Águas e o Centro de Ecotecnia. Com estes projetos, a UFTM  está assumindo a responsabilidade de atuar em conjunto com o HidroEX em ações de capacitação e educação na área ambiental.

 

Sobre  os novos projetos: Ecotecnia e Centro Cousteau

 

1 – Centro  UNESCO-Cousteau de Ecotecnia

 

A Ecotecnia é uma Cátedra desenvolvida por Jacques Cousteau e adotada pela UNESCO, que tem no seu conteúdo pedagógico a proposta de desenvolver técnicas e programas para a recuperação e preservação de áreas degradadas, localizadas nos mais diversos países do mundo. Atualmente, a Cátedra de Ecotecnia está presente em 13 países do mundo. A Cátedra foi oferecida pela Fundação Cousteau para ser a grande contribuição da entidade à criação do HidroEX no Brasil. O HidroEX – para garantir a eficiência da sua execução – buscou na Universidade Federal do Triângulo Mineiro a parceira ideal para execução desse projeto. A UFTM tem, na sua concepção central, projetada a implantação de um Campus na cidade de Frutal. Ao conseguir recursos com o Ministério da Ciência e Tecnologia para a implantação de um Centro que possa abrigar a Cátedra, o objetivo do HidroEx é contribuir para a presença da UFTM em Frutal seja agilizada. No caso da Cátedra a ser implantada em Frutal, a proposta é a de que ela se dedique a um grande programa de capacitação e educação que permita a “restauração do Cerrado Brasileiro”. A Savana brasileira, como é de conhecimento de todos, foi conquistada de forma desordenada e predatória, com total desrespeito à natureza. É necessário e urgente que se faça a recomposição das áreas degradadas do Cerrado e que se estabeleça, em todo seu território – que atinge oito Estados brasileiros – um pacto de sustentabilidade para que a Savana existente no Brasil possa cumprir duas finalidades históricas: continuar sendo o grande produtor de alimentos do País e se apresentar como cinturão de proteção ambiental para a Amazônia. O pacto que garanta produção de alimentos e respeito à natureza só pode nascer em um programa de desenvolvimento sustentável. O objetivo da Cátedra UNESCO-COUSTEAU DE ECOTECNIA que a UFTM implantará em parceria com o Hidroex e a Fundação Cousteau é dar uma contribuição decisiva para esses objetivos).

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro aceitou a proposta feita pela Fundação UNESCO-HIDROEX para desenvolver, implantar e colocar em funcionamento da Cátedra de Ecotecnica na região do Cerrado Brasileiro. O projeto arquitetônica da UFTM prevê investimentos de R$ 14 milhões nesse projeto, com recursos viabilizados através de emendas parlamentares junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia, Na verdade, a estrutura física vai abrigar as atividades da Ecotecnia UNESCO-Costeau e vai permitir também que a UFTM se integre ao esforço da UNESCO e do Governo de Minas em implantar um grande pólo de capacitação e educação para águas no Estado. Os recursos serão liberados através de um Termo de Descentralização de Crédito.

2 – Espaço Cousteau para as águas

O segundo projeto a ser desenvolvido pela UFTM, também em parceria com a UNESCO-HIDROEX  e com a Fundação Cousteau, é a implantação, em área cedida pelo Governo de Minas, ao lado do Complexo UEMG-HIDROEX, em Frutal, do ESPAÇO COUSTEAU PARA AS ÁGUAS. Trata-se de uma estrutura física que vai abrigar uma ampla exposição das atividades desenvolvidas pelo Comandante Cousteau e, atualmente, pelos seus sucessores na condução da Fundação Cousteau. A entidade é dirigida atualmente pela sua viúva e passa por uma reestruturação. Recentemente, fechou acordos internacionais e está promovendo a restauração do Barco Calypso, usado por Cousteau em suas pesquisas pelos mares do mundo e inclusive na expedição que desenvolveu, com pleno êxito, há cerca de vinte e cinco anos, na Amazônia. Documento em anexo mostra o estágio da restauração do barco e também outras ações que a Fundação Cousteau (conhecida oficialmente como Society Cousteau) está empreendendo nesse momento.

Em parceria com a Fundação HidroEX, a Cousteau pretende abrir esse espaço de visitação e iniciar parcerias na área de educação ambiental no Brasil, amparando, não apenas o programa de restauração do Cerrado Brasileiro, como atividades que formem crianças e jovens e ajudem a construir uma grande consciência ecológica na América Latina em torno da importância da preservação e valorização dos recursos hídricos.


Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Narcio Rodrigues