Você está em:
IMPRIMIR

Estudo do Ipea sobre obras em aeroportos mostra incapacidade gerencial do governo, diz líder

15 de abril de 2011

Os resultados de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre a situação dos aeroportos revela a incapacidade gerencial e a ausência de planejamento dos governos Lula-Dilma. Essa é a opinião do líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP). De acordo com o levantamento, dos 13 terminais que devem passar por obras, nove não ficarão prontos para a Copa de 2014.

 

“Há 42 meses o governo sabe que o Brasil será sede da Copa do Mundo de 2014 e até agora não se mexeu. Essa inércia gerencial é uma propaganda negativa para o Brasil. Somos chamados à atenção pelas autoridades esportivas e ainda corremos o risco de passar por outros constrangimentos”, alertou.

 

O líder do PSDB salienta que agora, faltando pouco mais de 30 meses para o evento, o governo quer flexibilizar a Lei de Licitações para acelerar as obras. “Nosso receio é o seguinte: onde passa boi, passa boiada”, apontou. Segundo ele, a tática é a de criar dificuldades para vender facilidades.

 

“Como não houve planejamento, o governo agora quer mudar a legislação sobre licitações e também já criou uma pasta, a Secretaria de Aviação Civil. Quanto a tirar as obras do papel, até agora nada”, condenou. Leia abaixo trechos do estudo do Ipea:

 

Ao analisar a movimentação de passageiros e a capacidade dos 20 principais aeroportos brasileiros em 2010, encontra-se um cenário de estrangulamento. Simplesmente 14 aeroportos operaram acima de 100% de sua capacidade, indicando uma situação crítica. Isso significou uma taxa média de ocupação para esses 14 terminais de 187%. Outros três aeroportos apresentam-se em situação preocupante, operando acima de 80% das suas capacidades. Apenas três terminais encontram-se em situação adequada em termos de utilização de capacidade. Esses fatos corroboram a afirmação de que os graves problemas do setor aéreo brasileiro estão sendo verificados nos dias atuais, não havendo necessidade de aguardar pela realização do evento de 2014 para as dificuldades se aflorarem.”

 

Constatou-se que, mesmo que fosse possível concluir os investimentos nos terminais de passageiros nos prazos previstos pela Infraero, a situação dos 13 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 continuaria de sobrecarga. Quando se confronta a estimativa de crescimento da demanda (movimentação de passageiros) com as novas capacidades previstas para os terminais de passageiros, conclui-se que, em 2014, dez estariam operando em situação crítica (acima de 100% da capacidade nominal). Apenas três estariam funcionando em situação adequada.

 

Fonte: Diário Tucano