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Deputado Bonifácio Andrada comenta o cenário eleitoral de 2010

4 de agosto de 2010

O deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB.MG) avalia como ruim o “clima de radicalização que contamina o debate pré-eleitoral”. Para Andradinha, faltam propostas e programas dos adversários, coisa que sobra no PSDB, uma vez que suas teses continuam em vigor, mesmo tendo alterado o comando do País. “Programa Eleitoral não é programa de auditório mundo cão, com candidatos se expondo debaixo de edredons”, critica. E acrescenta: “quem não tiver idéias não terá reconhecimento do eleitor”.

O deputado adianta que o comportamento do PSDB nessas eleições será único e de caráter. O partido terá um candidato a presidente, e isto já é certo. Será competitivo. Nos pleitos majoritários, em especial nos cargos executivos, o PSDB terá a oportunidade de apresentar ao País, e nos estados onde terão candidatos próprios ou em coligação, as propostas que o deputado garante que serão inovadoras. “Muitas das propostas são conhecidas do público, como rigor fiscal, eficiência administrativa, equilíbrio monetário e programas sociais.

Acredito que os candidatos precisam debater propostas capazes de conduzir o Brasil a um caminho de crescimento econômico e social”, e acrescentou “os candidatos à Presidência e aos governos estaduais precisarão apresentar propostas nestas áreas, medidas que sejam capazes de manter a estabilidade política, promover o desenvolvimento econômico, e a justiça social. Ou seja, com distribuição de renda”.

O PSDB e as eleições

No governo do PSDB, o país assistiu ao crescimento responsável com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a estabilização da moeda, ouvindo o partido FHC (Fernando Henrique Cardoso) criou o Real. Medidas que permitiram novo paradigma na administração pública. O partido conseguiu alguns avanços, como maior controle das contas públicas e sua exposição pública, para acompanhamento e fiscalização da população.

Sobre o clima de rivalidade existente nas eleições, o deputado Bonifácio Andrada adianta que quando se tem candidatos que consigam expor suas idéias e propostas de forma clara não há alugar para confrontos marcados por baixarias.

“Não existe espaço para baixaria, pois aqueles que não tiverem propostas, não tiverem programas e, principalmente, não transmitirem ao eleitor sua determinação em manter o que está dando certo, com coragem para as mudanças necessárias, serão ignorados”.

As mudanças na Lei Eleitoral farão certo peso com uma jurisdicialização do ambiente eleitoral, até por fragilidade dos partidos e maior protagonismo da Justiça após a Constituição de 1988, os pleitos vêm sendo aperfeiçoados no Brasil, assim como o processo de votação. “Saímos do papel para as urnas eletrônicas, e estamos indo do título eleitoral para a identificação biométrica ou digital, instrumento capaz de impedir fraudes e desvios”.

Recentemente o Tribunal Superior Eleitoral, TSE, tomou uma medida corajosa e que mostra a sua modernidade. Convidou hackers a burlarem o sistema de votação eletrônico para verificar se seria possível a quebra da segurança do processo. Ninguém conseguiu macular a urna eletrônica. “Na propaganda eleitoral, depois de coibir diversas manifestações do poder econômico, como camisetas e showmícios, o TSE aprovou o uso da internet. Ou seja, saímos do retrato três por quatro, estático, de anos atrás, para o confronto de vidas polítcas e profissionais na tevê. Agora, caminhamos para o debate de idéias, de propostas, na internet, no Faceboock, no Twitter, no Orkut e em outros sítios da web.

Este deve ser o clima predominante na campanha, pois Programa Eleitoral não é programa de auditório ou mundo cão, com candidatos se expondo debaixo de edredons”, finalizou o deputado Andradinha que adiantou que 2010 será uma eleição marcada pelo dinamismo e democracia, e o PSDB saíra coeso para as disputas nas urnas.