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Antonio Anastasia e presidente da Coca-Cola anunciam nova fábrica em Minas

4 de maio de 2011

O governador Antonio Anastasia assinou, nesta quarta-feira (04/05), no Palácio Tiradentes, protocolo de intenções com a Coca-Cola Femsa, para a instalação de uma nova fábrica de refrigerantes em Minas Gerais. O grupo vai investir R$ 250 milhões na unidade, com a criação de 500 empregos diretos durante a construção. O protocolo foi assinado também pelo presidente da Coca-Cola Femsa para o Mercosul, Miguel Angel Peirano, e o diretor de Operações da Coca-Cola Femsa no Brasil, Ricardo Botelho Bicalho.

 

Durante a solenidade, o governador ressaltou a importância da presença da Coca-Cola em Minas, como geradora de empregos de qualidade e de receita. Ele creditou a escolha da empresa por Minas Gerais, como sede da nova unidade, aos bons resultados apresentados pelo Estado.

 

“Tivemos muita satisfação com a possibilidade de termos a expansão da presença da Coca-Cola entre nós, gerando milhares de empregos diretos e indiretos, aumento da arrecadação do Estado. Por isso mesmo, fizemos todo o esforço, juntamente com as secretarias de Desenvolvimento Econômico e da Fazenda, além do Indi, para que pudéssemos chegar a esse momento de assinatura do protocolo. Esse empreendimento vai ao encontro da diretriz de nosso governo, que é agregar valor aos nossos produtos, trazer empregos de qualidade para os mineiros”, disse Antonio Anastasia, em pronunciamento.

 

O governador também afirmou que o Estado continuará atuando em todas as suas áreas, em busca de novos investimentos privados que resultem na criação de empregos. A Coca-Cola emprega, atualmente, 3,6 mil pessoas em Minas Gerais.

 

“Vamos continuar trabalhando firme para que isso continue acontecendo, as empresas aqui sediadas se expandam e também na atração de novos investimentos para nosso Estado, que estamos conseguindo trazer com uma política industrial bastante ousada, uma política tributária realista e, de fato, de uma estrutura econômica, social e de logística adequadas”, afirmou Antonio Anastasia.

 

Estiveram presentes à solenidade, no Palácio Tiradentes, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, o secretário da Fazenda, Leonardo Colombini, a secretária de Cultura, Eliane Parreiras, e o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), José Frederico Álvares.

 

Início de operação

 

A nova fábrica será implantada em uma área de cerca de 300 mil m², e deverá começar a operar em 2013. Até 2015, quando terá plena capacidade instalada, a produção anual será de 2,1 bilhões de litros de refrigerantes, representando um aumento de 47% sobre a atual capacidade instalada da unidade de Belo Horizonte. Nessa nova fábrica serão produzidos todos os refrigerantes da marca Coca-Cola, e em todas as embalagens existentes.

 

De acordo com o presidente da Coca-Cola Femsa para o Mercosul, Miguel Angel Peirano, o local de instalação da planta será definido nos próximos meses. As obras devem estar concluídas em cerca de um ano e meio. A escolha do local, segundo Peirano, será baseada em critérios técnicos, como sustentabilidade e logística. 

 

Confiança em Minas

 

O presidente da Coca-Cola Femsa Mercosul afirmou que foram analisados outros estados para a instalação da unidade. A decisão por Minas, segundo ele, se deveu tanto à expectativa de aumento de consumo dos produtos da empresa, quanto pela confiança no desenvolvimento do Estado.

 

“Juntando o consumo e o crescimento que tem Minas Gerais, sem dúvida, que o lugar é esse. Será uma fábrica importante para a Coca-Cola no Brasil”, disse Peirano.

 

Ele afirmou, ainda, que a unidade será uma das mais modernas da empresa no mundo. “Uma planta que estará no limite da tecnologia. Vamos aproveitar que estamos fazendo algo novo e construir uma das fábricas mais avançadas do sistema Coca-Cola, não só no Brasil, mas no mundo, com linhas mais eficientes e compactas”, disse.

 

Sustentabilidade

 

A nova unidade seguirá padrões de construção e operação com sustentabilidade ambiental. Desde a escolha do terreno, o empreendimento seguirá padrões que garantam o uso responsável de água e eficiência energética.

 

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, destacou que atração da fábrica da Coca-Cola Femsa não foi resultado de uma guerra fiscal com outros estados.

 

“Não é só a questão tributária que afeta. Há as qualidades do Estado, como o presidente da Coca-Cola comentou. Um diferencial pelo que eu escuto dos investidores são os resultados e a seriedade do Estado. Num estado estável, que funciona, onde as coisas acontecem, ele se sente à vontade para poder confiar em contratos, confiar em como as coisas caminham. Nossa localização de rede de distribuição é extremamente positiva. Há o fato de a gente ter linhas de financiamento via BDMG, que é uma coisa extremamente favorável. Ou seja, é um conjunto de fatores que pesam na tomada de decisão, não exclusivamente entrar na disputada da guerra fiscal”, explicou a secretária.

 

A fábrica atual da Coca-Cola Femsa, em Belo Horizonte não será desativada. A partir do início das operações da nova unidade, a atual irá, gradativamente, se transformar de centro de produção, em centro logístico, aproveitando a sua localização favorável.

 

Atração de investimentos

 

Atrair novos investimentos para o Estado e assim criar mais empregos é um dos principais objetivos do Governo de Minas. Neste ano de 2011, já foram anunciados investimentos da ordem de R$ 32 bilhões, em projetos de expansão ou instalação de empresas de diversos setores. Em 2010 houve recorde de investimentos privados anunciados em Minas, totalizando R$ 53 bilhões, que vão gerar 73 mil empregos diretos e mais de 150 mil indiretos.

 

Nos três primeiros meses deste ano, Minas Gerais gerou proporcionalmente mais empregos que a média do país. O saldo entre o número de admissões e demissões em Minas ficou positivo em 67.252, com crescimento de 1,77%. A média de aumento de empregos formais no Brasil ficou em 1,62%. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho.

 

Fonte: Agência Minas