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Anastasia quer ampliar programa do Governo do Estado de regionalização do atendimento médico

22 de agosto de 2010

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, afirmou neste sábado, dia 21, que, reeleito, ampliará os investimentos do Governo de Minas nos hospitais regionais. De 2003 a 2009, o Estado investiu R$ 500 milhões em 129 hospitais para melhoria da estrutura física, compra de equipamentos de alta tecnologia, implantação de novos serviços e modernização da gestão. O governador afirmou, ainda, que já está em execução a construção de nova rede de hospitais regionais nas cidades-polo de Minas Gerais.

“Criamos no campo do Estado um programa chamado Pro-Hosp e recuperamos 130 hospitais. Houve um avanço expressivo, 115 cidades foram beneficiadas por esse programa”, disse Antonio Anastasia. E completou: “estamos propondo agora a criação da rede de hospitais regionais, alguns quase prontos para inauguração, como é o caso de Uberlândia, outros em fase inicial de construção, como em Uberaba, Sete Lagoas, Juiz de Fora e Divinópolis”.

As obras do Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste, estão sendo iniciadas e custarão R$ 40 milhões. Já o Hospital Regional do Barreiro, que atenderá a população da região Central, já tem R$ 60 milhões em recursos assegurados pelo Governo do Estado. As obras para construção dos hospitais regionais de Sete Lagoas, Uberaba e Juiz de Fora também já foram licitadas e serão iniciadas. Em Uberlândia, o Estado participou da construção do novo hospital e será parceiro também no custeio.

No Norte de Minas, o Governo do Estado dobrou o número de leitos de UTI em Pirapora, Taiobeiras e Brasília de Minas. Foram abertos cinco novos serviços de hemodiálise em Brasília de Minas, Pirapora, Janaúba, Salinas e Montes Claros.

Janaúba e Montes Claros também ganharam CTI neonatal, além de serviços de oncologia.  Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, o Governo do Estado investiu em hemodiálise, UTI e neurocirurgia. No Noroeste de Minas, o Governo do Estado criou serviços de oncologia, cirurgia cardíaca e hemodiálise.
 

Cartão Saúde

Para otimizar a rede de hospitais em Minas, o Governo do Estado também já criou o Cartão Saúde, que é parte do Sistema Estadual de Registro Eletrônico em Saúde. O sistema é executado no Estado, numa parceria da Secretaria de Estado de Saúde com os secretários municipais de 835 dos 853 municípios mineiros.

O Governo de Minas Gerais já investiu R$ 10 milhões no Sistema Estadual de Registro Eletrônico, por meio da Prodemge, sob a coordenação de gestores em saúde. Ao longo dos últimos anos, os profissionais trabalharam na construção das bases para funcionamento do cartão, que registrará em uma única fonte de dados todas as informações médicas de cada cidadão que utilizar a rede pública.

O processo de compra dos cartões já passou por todas as consultas públicas exigidas por lei e está em fase de licitação. Para o Orçamento de 2011 já estão aprovados R$ 60 milhões destinados à compra dos cartões, que serão enviados às secretarias municipais de saúde dos 835 municípios que já aderiram ao sistema.
 

Telemedicina

Minas possui o maior programa público de Telemedicina do país. O Estado possui telecentros, os chamados Telesaúde, em mais de 500 municípios mineiros. Neles, os médicos do Programa Saúde da Família (PSF) trocam consultas, informações, diagnósticos e exames com outros profissionais de saúde por meio de televias na internet.

Além da troca de avaliações médicas, que já somam 30 mil, são enviados exames. Um município sem cardiologista recebe em 24 horas uma avaliação médica de um especialista ou a segunda opinião sobre um caso. Foram quase 100 mil eletros enviados nos últimos anos.
 

Tabela do SUS

O governador Antonio Anastasia também cobrou dos candidatos apoiados pelo Governo Federal uma aposição pública sobre os baixos valores da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e que inviabilizam o funcionamento de muitos hospitais no interior do Estado.

“É bom indagar também porque não houve a melhora da tabela do SUS, porque os hospitais queixam, e queixam muito, que a remuneração dos serviços pagos é ínfima e não têm condições de manter o funcionamento. É a famosa tabela do SUS, conhecida de todos”, disse Antonio Anastasia.