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Anastasia presta solidariedade às famílias dos atletas da Apae

19 de outubro de 2010

O governador Antonio Anastasia prestou, nesta segunda-feira (18), solidariedade aos familiares das vítimas do acidente na MGC 451, durante o velório, em Ipatinga, no Leste do Estado, onde esteve acompanhado do prefeito da cidade, Robson Gomes, do presidente da Federação das Apaes, deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), e do presidente e da diretora da Apae de Ipatinga, Francisco Eduardo Rodrigues e Simone Assis, respectivamente.

Confira, abaixo, entrevista do governador Antonio Anastasia.

 

Evento: Velório de atletas da Apae


Local: Centro Esportivo Sete de Outubro – Ipatinga (MG)


Data: 18/10/2010


Sobre a tragédia

Como essa nem tem palavras para expressar o que aconteceu. Eu dizia que todo o acidente com mortes já é uma tragédia, quando envolve jovens a gente fica ainda mais sensibilizado e ainda quando se trata de jovens portadores de deficiência, necessidades especiais, envolvendo também professores é uma coisa que, uma fatalidade, de uma tristeza imensa. Então, nós viemos trazer a nossa palavra de solidariedade e, ao mesmo tempo, perceber que toda a estrutura de socorro foi feita, possível, eles reconhecem e agradecem por isso. Conversava com o prefeito Robson (Gomes) do que for necessário para nós ajudarmos as famílias será feito pelo Estado e pela Prefeitura (de Ipatinga). O deputado federal Eduardo Barbosa que está aqui conosco e que é o grande patrono das Apaes em Minas também, para ajudar na questão da própria Apae que sofreu um golpe duríssimo com esses falecimentos, que foi uma tragédia em si, e ao mesmo tempo sempre lamentar o ocorrido e trazer a nossa palavra em nome dos mineiros pela tristeza desse acontecimento. 


Governador, em relação à curva no trecho da ponte (do rio Sapucaí) será feito algum reparo, o Sindicato me reclamou desse trecho na MG (MGC 451).
 

Na realidade, eu conversei com o diretor geral do DER (José Elcio Monteze), nós temos em Minas ainda 168 pontes que merecem alterações. Já foram corrigidas cerca de 400 e é um processo permanente. A ponte é uma ponte, que eu não a conheço, mas vi as fotografias e recebi o relato, volto a dizer, hoje cedo, do diretor do DER, é uma ponte normal, passam dois veículos como toda ponte, como está num rio é um vale, há uma descida, isso faz parte da geografia, está sinalizada, a sinalização é clara, a estrada está em boas condições e, lamentavelmente, é uma fatalidade, agora é claro que toda a ponte, sem exceção, a gente deve ter sempre mais atenção porque a ponte, pela sua característica é sempre um local em estrada que inspira mais cuidado. 

Então, nós vamos continuar com esse trabalho, sempre de restauração, substituição progressiva dessas pontes, mas pelo que me disse o diretor geral do DER, a fatalidade não decorreu das condições da estrada, parece de um defeito mecânico de um dos veículos, então é uma pena. A perícia já foi incumbida de fazer o levantamento, a Polícia Civil está envolvida, com a nossa determinação, de agilidade, como já aconteceu ontem, com a questão dos médicos legistas e tudo que foi preciso para dar celeridade ao processo tão dolorido e, agora com a Polícia Civil apurar as causas exatas do acidente. 


Tem como estabelecer um prazo, governador, para a ampliação dessa ponte?
 

É o que eu acabei de falar. O caso especifico não é o caso dessa ponte, a ponte não é responsável pelo acidente. Nós não podemos culpar a essa ponte por esse acidente. Houve uma fatalidade, pelo que se diz, de uma falha mecânica. Agora, o que acontece é que nós vamos aguardar a perícia porque o nós temos, o Estado, nos últimos anos, realizou obras em cinco mil quilômetros de estradas, então, em matéria de estrutura viária, o Estado tem uma situação que tem apresentado melhoras expressivas e esse acidente não decorreu das condições da estrada. Vamos aguardar a perícia para verificar exatamente o que aconteceu no veículo para apurarmos as eventuais responsabilidades. 


Governador, as famílias das vítimas estão sentidas, logicamente, mas entre as vítimas estava um atleta paraolímpico que foi campeão muitas vezes, representando o Brasil (Sandro Alex Cruz). Var ser, além de uma perda emocional, vai ser também uma perda para o esporte do país e para Minas Gerais?

Não há dúvida é uma perda muito triste. Me dizia o deputado Eduardo Barbosa que o conhecia desde muito jovem, que ele se dedicou ao esporte paraolímpico com muito mais dificuldade, foi um vitorioso, conseguiu levar o nome de Minas e do Brasil até internacionalmente é uma pessoa que devemos ter muito respeito à sua memória e não há dúvida que é uma grande perda, ainda mais Minas que tem uma expressão muito grande na questão dos jogos paraolímpicos e dessa atividade. Está aqui conosco o secretário (adjunto) Rogério Romero, que é o secretário de Esportes (e Juventude), que também é um atleta olímpico medalhado, me relatava na vinda para cá de como nós temos, de fato, um bom desempenho, então é uma tristeza, fica aí um belo exemplo para outros na mesma condição. E vamos sempre ter a sua memória e do que ele fez tão bem pelo esporte paraolímpico em Minas.


Todas as autoridades estão considerando realmente como uma grande fatalidade?
 

Sim, porque é um acidente muito grave, como eu acabei de mencionar, nós temos muitas rodovias no Estado e no Brasil, acontecem acidentes, e eu lamentava que todo acidente com vitima já é uma tristeza, quando envolve jovem a gente fica ainda mais penalizado e, no caso especifico que envolve a Apae, claro que a sensibilidade sempre é maior e ainda mais voltando de jogos, estavam animados com grande evento que realizamos. É uma tristeza muito grande, é uma fatalidade, nós só podemos confortar as famílias daqueles que já faleceram e tentar, na medida do possível, dentro do que está na alçada da prefeitura e do Estado, fazer tudo para confortá-los e também junto a Apae. Falava há pouco com os diretores da Apae naquilo que for possível fazer para recompor, porque a Apae de Ipatinga sofre um golpe duríssimo em sua história, lamentavelmente, uma grande tristeza, uma Apae muito organizada, muito reconhecida, e me dizia há pouco os diretores da solidariedade das outras Apaes da região, onde houve o acidente, até com menos estrutura, mas mostrando, de fato, o grande esforço, e a questão importantíssima do carinho que todos nós devemos ter com esses jovens, que são portadores de necessidades especiais e que se dedicaram durante esse último tempo ao esporte, o que demonstra a sua capacidade de superação. É muito triste. 


Governador, o senhor disse que vai fazer reformas em pontes em Minas Gerais, mas especificamente nessa que foi danificada, o senhor tem previsão de quando vai fazer o reparo?

Em primeiro lugar eu disse que nós temos um processo em andamento já de anos e recuperação de pontes no Estado como um todo. Claro que o que foi danificado nessa ponte vai ser imediatamente restaurado porque houve uma destruição parece que é do guarda corpo da ponte, ou guard rail como se diz, da ponte, isso vai ser imediatamente restaurada. Agora todas as pontes tem que ter muito atenção até mais um motivo, aproveitando o acidente, essa fatalidade, para relembrar a todos que dirigem nas estradas mineiras e brasileiras da atenção e do cuidado que devemos ter duplamente. Com as condições dos veículos e também sempre com a velocidade para que não haja excessos de velocidade. Ainda mais dirigindo a noite muitas vezes, então é sempre essa a atenção que se faz. A questão, hoje, de acidentes de trânsito no Brasil é algo que preocupa todas as autoridades. Nós temos em todos os grandes feriados que ocorrem, em Minas e no Brasil, grande número de vitimas, e é interessante observar que, muitas vezes, quando as estradas até estão em melhores condições, nós temos ainda mais acidentes. Tem que tomar sempre muita cautela com essa questão, dar sempre educação para o trânsito, orientação para o trânsito, a sinalização e, no caso de Minas Gerais, o nosso esforço, através dos nossos programas, do ProMG, Proacesso, do Proseg, que trata da segurança nas estradas, de continuar permanentemente melhorando as condições das vias, evitando os buracos, melhorando os acostamentos, fazendo as terceiras vias, onde for possível, e, ao mesmo tempo, é claro, que sempre também restaurando pontes.


Como o senhor avalia as condições das estradas, hoje, em Minas Gerais?
 

Estão muito melhores do que estava há alguns anos atrás. As condições das rodovias mineiras hoje, felizmente, inclusive o Vale do Aço (região) é testemunha disso, por exemplo, nós temos uma condição muito melhor das estradas estaduais. Lamentavelmente, as estradas federais, e nós temos aqui mesmo na região um exemplo mais cristalino de todos que é a BR-381(Fernão Dias) no trecho que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, conhecida até como rodovia da morte pelos seus acidentes frequentes. Acredito, tenho dito isso publicamente já há muito tempo, a prioridade absoluta do governo federal em Minas Gerais, mais do que qualquer outra obra, do que metrô, do que Rodoanel, do que qualquer outra obra federal no Estado é a duplicação da BR-381.


Há previsão para isso?
 

Aguardamos. É uma responsabilidade exclusiva do governo federal por se tratar de uma BR.