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Aeroporto da Zona da Mata será nova âncora de desenvolvimento da região

2 de agosto de 2010

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, afirmou nesta segunda-feira, dia 2, em Juiz de Fora, que o Aeroporto Regional da Zona da Mata, mais conhecido como aeroporto de Goianá será a nova âncora do desenvolvimento da região e importante para a consolidação de um ambiente de negócios favorável à atração de novas empresas e à geração de emprego e renda.

“Para ter um crescimento efetivo, temos que criar um ambiente de negócios. E aqui esse ambiente agora está muito mais fortalecido, exatamente em razão da infraestrutura realizada nos últimos anos. Nós melhoramos as estradas, melhoramos o saneamento, melhoramos a qualidade da educação, lançamos programas de agregação de valor aos produtos. E o resultado é que a Zona da Mata, agora, como um todo, começa a reagir positivamente, com a vinda de novas grandes indústrias âncora para a Zona da Mata. Estamos muito otimistas e o próprio funcionamento do aeroporto regional de Goianá será uma grande âncora desse desenvolvimento”, disse Antonio Anastasia.

O aeroporto regional começou a ser construído em 2001, na gestão do então governador Itamar Franco, e foi concluído em 2006, já no governo Aécio Neves. Foram investidos R$ 74 milhões no local, sendo R$ 64 milhões pelo governo do Estado e R$ 10 milhões pelo governo federal. Em 2008 foram aplicados outros R$ 2,5 milhões na correção de erosão e outros danos provocados por um vendaval, além da conclusão das obras de infraestrutura de telecomunicações e iluminação do pátio de aeronaves.  O terminal está em fase de homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar vôos comerciais noturnos, de passageiros e cargas de qualquer porte.

No mês passado foi assinado o contrato, no valor de R$ 6,3 milhões por ano com a empresa vencedora da licitação para a operação do Aeroporto Regional da Zona da Mata. A empresa vencedora da concorrência, Multiterminais Alfandegados do Brasil, será responsável pela atração e distribuição de cargas, administração, conservação e operação do aeroporto. Até o fim do ano, a Infraero, órgão do Governo Federal, deverá transferir a operação do aeroporto para a Multiterminais, o que criará as condições para o funcionamento do terminal.

 

Atração de investimentos

Nos últimos anos, o Governo do Estado atraiu investimentos privados da ordem de R$ 3,1 bilhões em 65 projetos para a implantação de novas empresas ou a expansão de indústrias já instaladas, com a geração de 5.933 empregos, nos segmentos de transporte, têxtil, siderurgia, serviços, segurança, saúde, saneamento, entre outros.

O presidente regional da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Francisco Campolina, ressaltou que Minas Gerais sai na frente em relação a outros Estados em razão dos atos e da competência do governo Aécio/Anastasia. “Com a entrega do aeroporto regional para a iniciativa privada, Minas Gerais sai na frente no combate a um dos maiores gargalos do país, que é a questão dos aeroportos”, disse.


Guerra Fiscal

Outro fator que já começa a propiciar um ambiente positivo de negócios é o decreto de isenção fiscal, assinado em novembro do ano passado pelo governador Aécio Neves e que atendeu a uma das principais demandas da região. A medida estabeleceu um tratamento tributário diferenciado voltado aos municípios que perderam, nos últimos anos, empresas e investimentos, por conta da guerra fiscal praticada por Estados vizinhos.

Desde a assinatura do decreto já foram assinados seis protocolos que superam os R$ 9 bilhões em novos investimentos privados e que serão capazes de gerar pelo menos 6 mil empregos diretos e quase 28 mil indiretos. O decreto estabeleceu que as novas empresas que quiserem se instalar em Minas Gerais, e as já instaladas que queiram ampliar seus negócios, terão direito à redução e suspensão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A medida permitirá ainda o aproveitamento de créditos tributários, prazos especiais para o pagamento do imposto e redução da base de cálculo. Só para se ter um exemplo, o ICMS cairá de 18% para 2% no caso de produtos vendidos em Minas e de 12% para 2% para os negociados fora do Estado.

Somente o Grupo Ferrous investirá R$ 8,8 bilhões na implantação de uma siderúrgica, com a abertura de 4.600 postos de trabalho e geração de 26 mil empregos indiretos na região.  Além deste grande empreendimento, foram assinados ainda protocolos com a Organização ICEC, que pretende aplicar R$ 130 milhões na instalação de um Centro de Soluções em Aço; a Codeme Engenharia, fabricante de estruturas para prédios industriais (R$ 60 milhões); Samag Participações, na implantação de unidade industrial de usinagem de materiais (R$ 60 milhões) e a expansão da Açotel, fabricante de telhas em aço galvanizado (R$ 20 milhões).