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Real 18 anos: Maioridade do Real e respeito político – Thelma de Oliveira

2 de julho de 2012

Artigo da presidente nacional do PSDB-Mulher, Thelma de Oliveira

O Plano Real do presidente Fernando Henrique Cardoso completa 18 anos, a sua maioridade temporal.

Esgotados todos os planos mirabolantes e miraculosos dos presidentes da República anteriores, o saudoso Itamar Franco pediu ao seu então ministro da Fazenda um plano econômico consistente e duradouro.

Com uma equipe econômica genuinamente tucana – Pérsio Arida, Gustavo Franco, Edmar Bacha, Eduardo Jorge e outros – Fernando Henrique engendrou um plano que acabou com a inflação já na casa dos 40% mensais, desindexou a economia, preservou o poder de compra dos trabalhadores e trouxe a tão desejada estabilidade econômica ao País.

Foi o Plano Real que permitiu aos governos posteriores ao de Fernando Henrique avançar na geração de emprego, no atendimento aos mais carentes e no crescimento econômico, mesmo com os sérios equívocos cometidos no decorrer dos últimos dez anos.
Não pode, portanto, o atual e o ex governo petista vangloriar-se de seus feitos econômicos e sociais sem creditar, a quem de direito, os méritos da estabilidade econômica do país.

Não haveria o desenvolvimento no Brasil, nos dias de hoje, se não houvesse Fernando Henrique e seus colaboradores tucanos, sem o apoio dos governadores à época como Mário Covas, Dante de Oliveira, Tasso Jereissati, Marcelo Alencar, senadores e deputados federais do PSDB no Congresso Nacional.

Nunca é tarde lembrar, nesses dias de comemoração dos 18 anos do Plano Real, que o PT sempre votou contra as principais medidas das Medidas Provisórias que o criaram desde fevereiro de 1994.

Como mesmo admitiu o ex-presidente Lula, naquela época ele era oposição a tudo e a todos, inclusive aos interesses do Brasil. “Quando a gente é de oposição, pode fazer bravata porque não vai ter de executar nada mesmo. Agora, quando você é governo, tem de fazer, e aí não cabe a bravata.”, disse a empresários.

De fato, o PT e suas bravatas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), contra o Programa de Privatização que permitiu a modernização da telefonia brasileira, no firme comando do saudoso Sérgio Motta, outro líder tucano.

Imaginemos, como exercício, o quão difícil seria controlar os gastos públicos sem a presença legal de uma LRF. Ou como seria praticamente impossível aparecerem milhões de micro empresários sem o seu principal instrumento de trabalho, um celular!

As recentes e permanentes crises financeiras internacionais mostram como o modelo do sistema bancário nacional, com o Proer, se mostrou seguro e eficiente no gerenciamento da crise – inclusive servindo de parâmetros para outros países.

E o PT votou contra o Proer, apesar de hoje tentar se apoderar desse e outros programas inovadores do governos de Fernando Henrique Cardoso, como o Programa Comunidade Solidária da primeira-dama Ruth Cardoso.

Programas assistenciais e de distribuição de renda só foram factíveis após a estabilização econômica do país, ao saneamento das empresas estatais, com a criação de agências reguladoras e a consolidação da dívida dos estados.

E isso tudo aconteceu nos governos de Fernando Henrique Cardoso, que teve a sensibilidade política, a capacidade gerencial e a persistência de um único rumo: o de mudar a história econômica, política e social desse nosso querido Brasil.

E, mesmo os adversários de sempre, os bravateiros de ontem, devem ter honestidade intelectual e respeitar o governo tucano que mudou a face desse País!

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