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PSDB: 25 anos a favor do Brasil

16 de julho de 2013

Síntese: O PSDB está completando 25 anos de fundação. Nesta curta trajetória, o partido notabilizou-se por ter promovido as maiores transformações da história recente do país. A lista começa com a estabilização da economia, a partir do Plano Real, e chega à montagem da primeira rede de proteção social de âmbito federal, passando por conquistas importantes nas áreas de educação e saúde. Na oposição ao governo petista, o PSDB continuou a atuar sempre em benefício dos brasileiros e a expandir sua influência em estados e municípios. Atualmente, os tucanos governam oito estados, onde vive 47% da população e é produzido 54% do PIB nacional, além de 726 cidades.


O PSDB está completando 25 anos de fundação. Nesta curta trajetória, o partido notabilizou-se por ter promovido as maiores transformações da história recente do país. A lista é longa, começa com a estabilização da economia, a partir da criação do real, e chega à montagem da primeira rede de proteção social de âmbito federal, passando por conquistas importantes na educação e na saúde. Nesta data, o PSDB se renova para, novamente, apresentar uma agenda de transformações para melhorar a vida dos brasileiros.

O partido foi fundado em 25 de junho de 1988 a partir de uma dissidência do PMDB. Em seu nascedouro, foi comandado por Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas e José Richa. Nas eleições municipais daquele mesmo ano, conseguiu eleger 18 prefeitos, incluindo os das capitais de Minas Gerais e Ceará.

Nos curtos seis anos antes de assumir o poder federal, com a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994, o PSDB deu contribuição importante à consolidação da redemocratização do país. Seus quadros tiveram participação decisiva na elaboração da Constituição de 1988 – como é o caso de José Serra, que esteve à frente da preparação do capítulo sobre a ordem econômica e financeira. Os tucanos também foram fundamentais para garantir a governabilidade durante o mandato do presidente Itamar Franco, após o impeachment de Fernando Collor.

A conquista da estabilidade

Foi ainda no governo Itamar que Fernando Henrique deixou o Itamaraty para assumir o Ministério da Fazenda, em maio de 1993, e de lá lançar, em 1° de julho de 1994, a oitava tentativa de estabilização da moeda brasileira em uma década. Mas, diferentemente dos que o precederam, o Plano Real foi bem sucedido. O Brasil deixou para trás uma inflação que ultrapassou 47% no mês anterior ao lançamento da nova moeda para conviver com uma taxa mensal média de 0,8% nos oito anos seguintes.

Derrotada a hiperinflação, o passo seguinte foi organizar as finanças públicas. Ainda no primeiro mandato de FHC, foi feita a reestruturação da dívida de 25 estados, que alcançou R$ 102 bilhões ou o equivalente a 11% do PIB da época. Com Fernando Henrique reeleito, foi implantada a Lei de Responsabilidade Fiscal e adotados os regimes de metas de inflação e câmbio flutuante. O tripé mudaria para melhor a percepção do país no mundo, alçando-nos à condição de nação confiável e segura.

A gestão tucana não se limitou, porém, a pôr a economia e as finanças em ordem – ações que, por si sós, já permitiam melhora considerável nas condições de vida de uma população que, até então, convivera por décadas presa a um presente de dificuldades e um futuro de incertezas. Com a estabilização dos preços e um ambiente econômico mais saudável e previsível, o percentual de pobres na população brasileira caiu de 42% (média 1990/1994) para 33% (média 1995/2000). O de indigentes recuou de 20% para 14% no mesmo período.

A ampliação das políticas sociais

O fim da inflação reabriu o horizonte dos brasileiros, mas era fundamental também restituir-lhes as oportunidades para que pudessem transformar sonhos em realidade. A gestão tucana cuidou, então, de ampliar o acesso dos brasileiros à educação. Ao fim dos oito anos do governo Fernando Henrique, 97% das nossas crianças estavam nas escolas, praticamente universalizando o ensino fundamental no país. Um dos instrumentos mais importantes para tanto foi a criação do Fundef, em 1996 – recentemente, a ONU apontou o programa, que garante mais recursos para estados e municípios e melhores salários para os professores, como ponto de partida para o avanço recente do ensino no Brasil.

Igual transformação ocorreria no sistema de saúde na gestão tucana, notadamente nos quatro anos em que José Serra esteve à frente do Ministério da Saúde. Os esforços se voltaram para a ampliação da atenção básica, por meio das equipes de Saúde da Família, que, em 2002, já alcançavam 55 milhões de brasileiros. Já os medicamentos genéricos começaram a chegar às prateleiras das farmácias em 1999 e, desde então, permitiram economia de mais de R$ 22 bilhões aos consumidores, ampliando o acesso aos tratamentos.

Além de expandir e melhorar a prestação de serviços públicos de educação e saúde, a gestão tucana implantou uma rede de proteção social destinada a atender os brasileiros mais pobres e mais vulneráveis. Foram criados 12 diferentes programas, com destaque para o Bolsa-Escola e o BolsaAlimentação, que cobravam dos beneficiários contrapartida na forma de frequência escolar e cuidados regulares com a saúde.

Quando o governo do país foi transferido ao PT, em 2003, o número de famílias beneficiadas pela rede de proteção social já chegava a quase 15 milhões, entre contemplados por programas de transferência de renda criados na gestão tucana, aposentados rurais, idosos ou pessoas com deficiência atendidas por benefícios continuados – estes, iniciados ainda no governo Itamar. Os investimentos já eram superiores, à época, a R$ 30 bilhões anuais.

O vigor na oposição

Embora afastado do poder federal nos últimos dez anos, o PSDB não deixou de continuar agindo sempre em benefício do país e a expandir sua influência, seja nos governos estaduais e municipais, seja nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional. Mesmo na oposição ao governo petista, o partido jamais trilhou o caminho do “quanto pior, melhor” que tanto caracterizou a atuação do PT antes de assumir o Palácio do Planalto.

Algumas das vitórias mais importantes logradas pelo PSDB nos últimos anos estão diretamente relacionadas à defesa dos contribuintes brasileiros. A extinção da CPMF, em dezembro de 2007, livrou os cidadãos do recolhimento de mais de R$ 40 bilhões anuais aos cofres federais. Medidas de simplificação tributária, como o Supersimples, são da lavra tucana, assim como partiu do partido a proposta de desonerar a cesta básica, primeiro vetada pela presidente Dilma Rousseff para, logo depois, ser apresentada pelo governo petista como um feito seu.

Atualmente, o PSDB governa oito estados, onde vive 47% da população e é produzido 54% do PIB nacional. O partido também conta com 11 senadores, 49 deputados federais, 112 deputados estaduais, 726 prefeitos e mais de 5 mil vereadores. Num momento de convergência e união e de reencontro com sua história, exibe vigor suficiente para se credenciar a voltar a ocupar o poder em nível federal, com base numa plataforma que sempre teve um traço comum: estar sempre a favor do Brasil.