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Especialista explicam porque economia criativa tem sido capaz de dar respostas eficientes diante de adversidades

12 de julho de 2016

iTV-seminario

Para debater a economia criativa como estratégia de crescimento e inserção internacional, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) reuniu na última semana (08/7), em São Paulo , um time de especialistas, gestores e lideranças políticas no seminário “Repensando as Cidades – economia criativa como estratégia de crescimento”.

A economia criativa engloba atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, responde por 2,7% do PIB brasileiro e é responsável pela geração de 900 mil empregos. São profissionais das áreas de tecnologia e inovação, cultura, mídias, turismo e moda e que, de acordo com relatório produzido pela Unesco, integram uma ‘importante força transformadora’ em todo o mundo.

No caso brasileiro, mesmo com uma recessão histórica, o PIB da indústria criativa teve avanço de 70% em dez anos, praticamente o dobro dos 36,4% registrados pelo PIB nacional no mesmo período. Isso, explicam os especialistas, porque o setor tem sido capaz de oferecer respostas mais eficientes diante de adversidades.

Confira entrevista com alguns dos especialistas que participaram do seminário

Um bom plano de desenvolvimento sobrevive à troca de gestores públicos, afirma Ana Clara Fonseca

Veja o que disse Ana Carla Fonseca, que é formada em administração pública e economia, pesquisadora de urbanismo e cultura. Trabalhou 15 anos em marketing e comunicação de multinacionais. Conferencista internacional em economia da cultura, economia criativa e desenvolvimento, é autora de livros como Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável – o Caleidoscópio da Cultura (Manole, 2006), primeira obra brasileira sobre o tema e vencedora do Prêmio Jabuti 2007. É professora da FGV e de universidades no exterior.

Para Jordi Pardo, parceria entre os setores público e privado é fundamental na economia criativa

Jordi Pardo é consultor internacional e gestor de projetos culturais, especializado em desenvolvimento territorial, regeneração urbana e governança. É membro do painel de seleção e monitoramento das “capitais europeias da cultura”. É fundador da Nartex Barcelona, empresa de inovação em turismo, economia criativa e desenvolvimento.

Gestores devem buscar suas próprias soluções para estimular inovação, diz Lídia Goldenstein

Lídia Goldenstein é economista e diretora da Fundação Bienal de São Paulo. Foi assessora do BNDES, dos governos dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro e da prefeitura de São Paulo. Foi pesquisadora do Cebrap e professora da Unicamp. Atualmente é consultora e dedica-se a estudos e projetos na área de economia criativa.