Você está em:
IMPRIMIR

“O PT é uma grande fraude”, diz presidente do ITV, Tasso Jereissati

20 de fevereiro de 2013

O presidente do ITV, Tasso Jereissati

Ao abrir, nesta terça-feira (19/02), mais uma rodada de palestras promovida pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), órgão de formação política do PSDB que preside, o ex-senador Tasso Jereissati classificou os dez anos de gestão do PT como uma fraude e criticou o conjunto de práticas fraudulentas adotadas pelo partido desde que chegou ao poder, em 2003.

“O PT é, hoje, uma grande fraude no que diz respeito à economia, ética e infraestrutura. Não dá para entender como se comemoram dez anos no poder ao lado de condenados à prisão por terem desviado dinheiro publico”, declarou o ex-senador, em evento que teve os economistas Mansueto Almeida e José Roberto Affonso como convidados para falar sobre a “Contabilidade criativa: a maquiagem das contas públicas e suas consequências”.

Na presença do presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), e representantes das bancadas da Câmara e do Senado, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Tasso defendeu ainda que os tucanos se dediquem ao debate sobre os principais problemas do governo Dilma Rousseff e apresentem alternativas.

“Estamos vivendo um momento crítico para o país. Desperdiçamos um dos melhores momentos da nossa história econômica. O PSDB tem como obrigação não apenas discutir o que está errado, mas também propor o que achamos correto para o país”, disse.

Tasso também não poupou o governo ao comentar as manobras promovidas pela equipe econômica no fim do ano passado para fechar as contas do primeiro ano do governo Dilma: “Se em uma empresa acontecesse o que está havendo nas contas públicas, seria algo para demissão ou até mesmo cadeia”.

Jereissati definiu a manobra na contabilidade oficial como o “ponto máximo da falsificação” promovida pelo PT ao longo dos dez anos de presença do partido na Presidência da República.

No ano passado, o governo de Dilma Rousseff recorreu a expedientes pouco ortodoxos para fechar 2012 com o superávit primário positivo – entre eles, a antecipação de dividendos de empresas públicas e a obtenção de verbas alocadas no Fundo Soberano, um coletivo de recursos inicialmente planejado como uma poupança a ser usada em ocasiões emergenciais. A maquiagem financeira identificada pela imprensa, tem sido apontada por analistas como um fator que tende a minar a credibilidade do Brasil perante investidores e governos estrangeiros.

 

Fonte: Agência Tucana