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Aécio diz que debate sobre urna eletrônica com impressão de voto não deve ser interditado

10 de junho de 2021

O deputado federal Aécio Neves defendeu hoje a desinterdição do debate sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 135/19 que prevê a adoção de urnas eletrônicas com impressão de voto impresso nas eleições no país. A proposta foi debatida nesta quarta-feira (09/06) na Câmara dos Deputados, em sessão extraordinária, com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

Em pronunciamento na tribuna da Casa, o deputado Aécio destacou a importância de que o debate seja feito com transparência e possa ser entendido como uma decorrência do processo de aperfeiçoamento da democracia.

“Queremos aprimorar esse sistema. Participei do seu nascedouro das discussões, desde o seu início e de todas as etapas. Confio nas urnas eletrônicas, mas é preciso que a população brasileira confie. É isso que nós queremos. Não podemos demonizar este debate considerando que aqueles que estão aqui dedicados a esse tema ao querer aprimorar este sistema estão querendo a volta aos tempos das trevas. Não é verdade. Confio na liderança e nas boas intenções de Vossa Excelência, e aqui ninguém duvida delas, para que possamos desinterditar esse debate para que ele ocorra de forma transparente, profunda em benefício do processo eleitoral, mas em benefício, sobretudo, da democracia”, afirmou Aécio dirigindo-se ao presidente do TSE.

O deputado disse não pertencer à corrente que considera a ocorrência de fraude nas eleições passadas, mas que discorda também dos que classificam a discussão sobre o voto impresso como uma conspiração.

“Não me filio à corrente daqueles que acham que houve fraude nas últimas eleições e, por isso mesmo, as urnas eletrônicas precisam ser auditadas. Tampouco posso concordar com o que acabamos de ouvir que isso seria um retorno ao voto de cabresto, e ouvi isso de um ilustre parlamentar desta Casa e, tampouco ministro, que esta discussão possa nos remeter ao tempo do orelhão ou trazer um caos à vida pública brasileira”, afirmou.

Aécio lembrou ainda a aprovação pelas duas Casas do Congresso, em 2015, da PEC 182/07 que já previa a impressão do voto para conferência do eleitor antes da conclusão da votação.

“No ano de 2015, cerca de 350 deputados e 56 senadores votaram a favor da auditagem e não do voto impresso, essa é uma outra distorção grande nessa discussão. Não estamos discutindo urna eletrônica versus voto impresso”, acrescentou.