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Tucanafro define diretrizes para os tucanos debaterem a promoção da igualdade racial

23 de agosto de 2013

A desembargadora baiana, Luislinda Valois, profere palestra, ao lado do desembargador mineiro Álvares Cabral - Fotos: Agência de Notícias PSDB-MG

Tucanafro encerrou, na noite desta sexta-feira (23/08), em Belo Horizonte, o 1º Simpósio da Militância Negra do PSDB. Durante dois dias, militantes negros de 22 estados discutiram políticas públicas de combate ao racismo e novos caminhos para a promoção da igualdade racial. Eles também traçaram as diretrizes que serão encaminhadas à Executiva Nacional do PSDB para serem levadas ao debate em nível nacional.

O coordenador nacional do Tucanafro, Juvenal Araújo, fez um balanço positivo do encontro que deu voz às lideranças afrodescendentes tucanas de todo o país. O Tucanafro ainda elabora a carta de Belo Horizonte que será entregue ao presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves.

“Saímos do encontro com as diretrizes que vamos levar à direção nacional do partido para que seja discutida em nível nacional em relação ao combate ao racismo e à desigualdade racial. Para que o negro seja mais valorizado e pare de ser usado como massa de manobra como até foi hoje”

Entre as diretrizes traçadas pelo Tucanafro para serem encampadas pelo PSDB estão ações afirmativas de inclusão social para o empoderamento do negro; ações de qualificação profissional; ações de apoio às comunidades quilombolas; valorização da nossa cultura através de religiões de matrizes africanas; maior participação do negro na política e nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A Carta Aberta de Belo Horizonte será divulgada posteriormente.

Movimento de vanguarda

O presidente do Tucanafro do Rio Grande do Norte, David Lemos, destacou que o encontro realizado em Minas Gerais foi importante para que as lideranças se preparem para o Congresso Nacional da Militância Negra. Até o dia 30 de outubro, o Tucanafro realizará 27 encontros regionais em todos os estados discutindo as diretrizes levantadas no simpósio. Os encontros serão preparatórios para o Congresso Nacional da Militância Negra do PSDB.

“Este é um momento de fomentação política, que vai dar um espaço muito grande para construirmos um congresso nacional, e criar coisas boas. Hoje vamos sair com uma carta aberta para todo partido. Um carta de discussão. O que está sendo discutido aqui pode se transformar em políticas implementadas institucionalmente. O Tucanafro não é um movimento de massa, é um movimento de vanguarda e organização de um braço fundamental para o partido. E serve para preparar para a luta no futuro. O Tucanafro nasceu das bases, da favela, dos guetos, das culturas rejeitadas pela sociedade.

A presidente do Tucanafro do Rio Grande do Sul, Gabriela Cruz, ficou satisfeita com o encontro pela possibilidade de troca de experiências com as lideranças de outros estados.

“Foi um momento de troca de experiências, de vivências. Os palestrantes trouxeram dados, temas muito importantes. E a partir desses temas foram provocadas, em nós, várias questões para serem trabalhadas e para que possamos levar até ao PSDB Nacional. Minha avaliação é muito positiva. O simpósio trouxe conteúdo para as militâncias. E a gente vê que as pessoas têm vontade de tirar do papel e colocar em prática, o que é mais importante”, disse.

Representante do Tucanafro de Goiás, Elaine Ribeiro está otimista com a mobilização da militância negra de todo o país para discutir e exigir políticas de combate ao racismo e à desigualdade racial.

“Vimos aqui uma mobilização de todos os estados do Brasil. Vimos a vontade do Tucanafro de crescer. Cada presidente, cada representante, veio decidido a fazer uma mudança, decidido a crescer. Vimos o empenho do PSDB em apoiar e valorizar as questões do Tucanafro, que apesar de parecer novo, já tem mais de 10 anos. Vimos uma vontade fazer e vamos fazer bonito”, afirmou.

Palestras

Durante todo o dia, os militantes tiveram palestras sobre vários temas como a história do negro com o advogado e historiador Reinaldo Pimentel; sobre o direito das comunidades de matriz africana com a desembargadora negra baiana Luislinda Valois.

Também assistiram aos relatos do músico Cris do Morro que falou sobre políticas públicas para vilas e favelas e ainda tiveram oportunidade de conversar com analistas de redes sociais. O encontro contou também com a presença do desembargador mineiro Álvares Cabral.

 

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