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Tratar grupos diferentes do funcionalismo como se fossem iguais entrava administração pública, diz Nelson Marconi

6 de setembro de 2017

Portal.ITV

Economista da FGV-SP explica problemas da atual forma de gestão de recursos humanos no setor público e mostra como uma melhor política nesse sentido pode gerar economia e eficiência

O Estado brasileiro gasta com funcionários públicos e aposentadorias cerca de 60% de seu orçamento. Com o teto de gastos estabelecido pelo atual governo, a discussão sobre a assombrosa despesa voltou à baila e ganhou relevância. Em entrevista ao Portal do ITV, Nelson Marconi, economista da FGV-SP e especialista em funcionalismo, afirma que um princípio básico da gestão de recursos humanos do serviço público é considerar as diferenças entre os servidores.

Segundo ele, há grupos com funções mais de Estado, outros com atividades mais próximas da iniciativa privada, os ainda existentes “marajás” e também professores e profissionais de saúde cujas tarefas deveriam ser mais bem remuneradas. “Temos que mapear e identificar o que é cada grupo. Tratar todos iguais é um dos grandes problemas da gestão de pessoal na administração pública.”

Marconi lembra também que o arcabouço para a gestão de recursos humanos do Estado está determinado na Emenda Constitucional 19 de 1998. O economista, que foi assessor do ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira e diretor de recursos humanos no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), diz que muito do trabalho foi realizado e precisa apenas ser colocado em prática. Agora, segundo ele, para tratar e atualizar questões como estabilidade, avaliação de desempenho, contrato de gestão e, principalmente, planejamento da força de trabalho, seria interessante formar um comitê de gestão de remuneração do funcionalismo, constituído por pessoas do setor público e privado.

Assista aqui à entrevista

Fonte: Portal ITV