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Tucanas comemoram indicação de Raquel Dodge, primeira mulher à frente da Procuradoria-Geral da República

3 de julho de 2017

Raquel Dodge é especialista na área criminal e com histórico de combate à corrupção

Raquel Dodge é especialista na área criminal e com histórico de combate à corrupção

Pela primeira vez na história do país, uma mulher vai comandar a Procuradoria-Geral da República (PGR), especialista na área criminal e com histórico de combate à corrupção, Raquel Dodge, foi escolhida pelo presidente Michel Temer para substituir Rodrigo Janot, que deixa o cargo em setembro. Porém, antes, ela terá de ser submetida à sabatina no Senado, próximo dia 12.

A presidente Nacional do PSDB Mulher, Solange Jurema, comemorou a indicação feminina e relembrou a trajetória das mulheres na área jurídica ao longo da história. “Eu acho que foi excelente a escolha da Raquel para o comando da PGR. Até a década de 1960, as mulheres não podiam sequer ser juízas. Só começamos a poder ocupar estes cargos depois que o cargo precisou de concurso para ser efetivado”, destacou Solange Jurema.

Para a tucana, as mulheres têm demonstrado excelência na área jurídica e afirmou que a tendência é o aumento do protagonismo feminino nos cargos tradicionalmente ocupados por homens. “Nós temos nos destacado tanto como juízas, como promotoras ou procuradoras, mas apesar disso, ainda somos poucas nos cargos de comando porque, infelizmente, esses cargos continuam sendo por escolhas políticas”, lamentou.

Corrupção

Solange Jurema se diz confiante no trabalho de Dodge no combate à corrupção. “Ela vai fazer um excelente trabalho. O currículo dela é excepcional. Quando as mulheres podem mostrar a sua competência por mérito próprio isso deve ser comemorado e respeitado”, disse ela.

Mestre em direito pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Raquel Dodge ingressou no Ministério Público Federal, em 1987. Atuou na Operação Caixa de Pandora, que levou à prisão o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, em 2010 – primeiro gestor preso no exercício do mandato.

Também trabalhou na equipe responsável pelo processo que apurou e levou à prisão o ex-deputado e coronel da reserva da Polícia Militar Hildebrando Pascoal (AC), acusado de envolvimento com um esquadrão da morte.

Fonte: Portal PSDB