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Presidida por deputada do PSDB, solenidade homenageia mulheres que atuam na defesa dos direitos femininos

26 de outubro de 2017

Cerimônia na Câmara dos Deputados homenageou cinco mulheres que desenvolvem trabalhos e ações que contribuem para o exercício de cidadania, na defesa dos diretos da mulher e em questões de gênero pelo Brasil

Por iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, presidida pela deputada Shéridan (PSDB-RR), a Câmara dos Deputados realizou nesta quinta-feira (26/10) sessão solene para entrega do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2017. A cerimônia homenageou cinco mulheres que desenvolvem trabalhos e ações que contribuem para o exercício de cidadania, na defesa dos diretos da mulher e em questões de gênero pelo Brasil.

Presidindo a homenagem, a parlamentar do PSDB motivou todas as mulheres a continuarem a multiplicar a responsabilidade do poder que têm em modificar a sociedade e das possibilidades de ocuparem seus espaços, seja onde for. “Continuamos no dia a dia, através de valores, de bons exemplos, a multiplicar a nossa participação efetiva, nossa colaboração, na construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária, mais humana e, acima de tudo, de equidade, com ocupação de espaço para os dois lados, respeitando o outro lado, mas fazendo valer a capacidade que a mulher brasileira tem de ocupar espaço e falar em nome da nossa nação.”

Durante a cerimônia, um vídeo relembrou a história de Carlota Pereira de Queirós, primeira deputada federal eleita no Brasil, e que dá nome ao diploma. Carlota iniciou seu engajamento político durante a Revolução Constitucionalista de 1932. No ano seguinte, ela foi eleita em São Paulo para a Assembleia Nacional Constituinte, sendo a única mulher a assinar a Constituição de 1934. Após a promulgação da nova Carta, ela se elegeu para a Câmara dos Deputados com a bandeira em defesa da mulher e das crianças. Teve o mandato interrompido em 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso, mas seguiu na luta por mais espaço para mulheres.

A tucana destacou a importância de Carlota para todas as mulheres que fazem política no Brasil, ao demonstrar ao longo da sua vida a capacidade da mulher em ter responsabilidade pública. “O senso de dever de responsabilidade pública definitivamente não é uma questão de gênero, mas nós mulheres podemos admitir a nossa sensibilidade de tratarmos a causa do Brasil com um olhar diferente, um olhar maternal, com um coração que pulsa muitas vezes fora do corpo, por nossos filhos, nossas mães, nossas famílias, e mais do que isso, de olhar para o Brasil, representando cada lugar trazendo consigo suas referências”, ressaltou. Segundo ela, ao vir de Roraima, representa mulheres indígenas, produtoras rurais e muitas outras que abdicam de suas prioridades para se dedicar aos outros.

Homenageadas

O Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2017 foi entregue a Daniela Rodrigues Teixeira, advogada, vice-presidente da OAB do Distrito Federal e presidente da Comissão da Mulher Advogada; Elza da Conceição Soares, cantora e grande expoente da cultura brasileira; Maria Gabriela Prado Mansur, promotora de Justiça do Estado de São Paulo e criadora do primeiro Núcleo de Defesa de Direitos das Mulheres do Ministério Público; Marina Kroeff, médica e coordenadora do Hospital Mário Kröeff, referência nacional de instituição filantrópica, que atua na prevenção e tratamento contra o câncer; e Raimunda Gomes da Silva, líder comunitária da região Bico do Papagaio do Estado do Tocantins, coordenadora do Movimento das Quebradeiras de Coco e ativista na luta dos direitos das comunidades extrativistas.

Daniela Rodrigues agradeceu o diploma e ressaltou que ainda há muito o que enfrentar no Brasil, principalmente com relação a violência contra a mulher e a igualdade de gênero.

Representada pelo produtor musical Juliano de Almeida, Elza Soares enviou a mensagem de que as mulheres nunca devem esquecer de suas origens e que durante sua vida sempre levará bandeiras para combater a violência contra a mulher, o preconceito racial e a homofobia e transfobia.

Como ressaltou Maria Gabriela Prado Mansur, ao mesmo tempo em que há uma mulher que sofre violência, há um homem que comete a violência. Segundo ela, sua atuação agora é voltada a falar com esses homens. Ela afirma que por meio do projeto Tempo de Despertar, de 200 homens, 196 deixaram de reincidir, ou seja, 196 mulheres não sofrem mais violência.

Marina Kroeff afirmou que o prêmio a deu mais força para continuar seu trabalho e reerguer o hospital, que sofre com dificuldades econômicas. Já Raimunda Gomes da Silva afirmou que seu prêmio é dedicado a todas as suas companheiras de quebradeiras de coco e as extrativistas.

Ao fim, a deputada Shéridan se disse orgulhosa por poder evidenciar tantas mulheres que, “com brilhantismo e lindas histórias de coragem”, atuam buscando espaços de liderança para enfrentar as dificuldades e necessidades de milhares de mulheres do país. “Certamente são mulheres com essas histórias, com essa identidade de vida que inspiram outras mulheres, mulheres que começam suas carreiras, mulheres jovens, a fazerem sua parte para transformar esse país em um lugar melhor”, afirmou.

A tucana ainda lembrou dos 10 anos da Lei Maria da Penha, celebrado em agosto deste ano. Segundo ela, apesar da lei ser uma conquista entre todas as legislações que amparam as mulheres, ainda é necessário avançar em muitos aspectos, de modo a reduzir a vulnerabilidade das vítimas de violência no Brasil.

Fonte: PSDB na Câmara