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Divisão de tarefas domésticas é desigual entre homens e mulheres, mostra pesquisa de universidade do RJ

30 de agosto de 2017

Glaucia Brandão lembrou que a igualdade de gênero faz parte das metas para o Desenvolvimento Sustentável da ONU

Gláucia Brandão lembrou que a igualdade de gênero faz parte das metas para o Desenvolvimento Sustentável da ONU

Os afazeres domésticos ainda são tarefa feminina no Brasil. É o que aponta um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos sobre Desigualdade e Relações de Gênero da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), divulgado nesta quarta-feira (30/8). A pesquisa mostra que a desigualdade com as responsabilidades da casa aumenta ainda mais após o casamento, penalizando as mulheres.

Enquanto homens casados dedicam apenas 12h30 com cuidados com o lar, a carga horária das mulheres aumenta de 19 para 29 horas semanais quando elas passam a viver com um marido. Apesar de alarmante, o resultado medido em 2016 representa um avanço em relação às 36 horas dedicadas por elas ao lar em 2003, quando a pesquisa foi realizada pela primeira vez.

A pesquisa revelou também que a chegada de um filho na família aumenta em nove horas a carga horária das mulheres e apenas em duas horas a carga horária dos homens. Os dados mostram que mais de 40% dos homens ainda acreditam que o trabalho doméstico é função da mulher, enquanto o dever masculino é arcar com as contas e a parte financeira.

A presidente do PSDB Mulher de Minas Gerais, Glaúcia Brandão, acredita que a mudança desta realidade deve partir das próprias mulheres que, muitas vezes, inconscientemente, acabam assumindo responsabilidades e reproduzindo um comportamento machista imposto há décadas nas famílias brasileiras.

“A mudança tem que começar dentro de casa, dentro da própria mulher. O discurso tem que ser coerente coma realidade dentro de casa, como você fala para o seu filho que homens e mulheres são iguais, se é você que faz todas as tarefas sozinha? ”, questionou.

Para a tucana, é preciso que as mulheres acordem para a realidade e exijam a divisão igualitária das atividades do lar. “Temos o objetivo de alcançar os espaços de poder e para isso não podemos viver sobrecarregadas. Ficamos numa situação difícil porque somos obrigadas a priorizar a carreira ou a família e a grande maioria opta pela família. As que fazem o contrário são julgadas. Isso tem que mudar”, disse.

Glaucia lembrou que a igualdade de gênero faz parte das metas para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas é um dos objetivos para uma sociedade igualitária. A questão da desigualdade é um problema mundial e que todos, homens e mulheres, devem se preocupar”, afirmou.

A maioria das mulheres se diz totalmente responsável pelas atividades de lavar a louça, lavar e passar as roupas, cuidar de familiares doentes. A única atividade que grande parte dos entrevistados afirmaram fazer oão as compras de supermercado, segundo o estudo.

As mulheres assumem sozinhas os cuidados com os filhos, incluindo acompanhamento escolar e médico, apesar de grande parte dos homens acharem que dividem as atividades de maneira igual.

O levantamento entrevistou cerca de 1.500 pessoas no Brasil.

Fonte: PSDB Mulher