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Raffiê Dellon: Renovar o ninho e falar nordestinês

29 de outubro de 2012

Artigo do vice-presidente nacional da Juventude do PSDB, Raffiê Dellon

Da mesma forma que aquele 25 de junho de 1988 representou o advento de um novo pensamento dentro da sociologia política vivida no Brasil naquele momento, com a ótica pós-MDB, iniciada por Covas, Montoro, FHC e tantos outros iluminados, o 28 de outubro de 2012 deve representar outra data mais que significante para o Partido da Social Democracia Brasileira, uma data para auto-avaliação e consequentemente reflexão.

Onde o 45 apostou em renovação ganhou ou fez bonito. Foi assim em Maceió com Rui Palmeira, em Blumenau com Napoleão e em Pelotas com Eduardo Leite, três jovens que venceram fácil suas eleições. É aí onde nasce o pensamento que é “pra ontem” o investimento e valorização dos novos quadros tucanos, não se pode “empurrar com a barriga” o futuro do PSDB. Ora, somos o maior partido de oposição no país e conquistamos mais prefeituras que o partido do atual governo federal! Serão 702 tucanos que comandarão prefeituras no Brasil afora, a partir de 2013, somados a 5.146 vereadores. Em contrapartida a 635 prefeitos petistas.

Crescemos no norte e no nordeste, com destaque no norte para: a capital Belém com Zenaldo Coutinho, que junto aos prefeitos de Ananindeua e Santarém (três maiores colégios do Pará) se somarão a outro tucano, o Governador Simão Jatene, para avançar na administração daquele estado. E claro Manaus, com o desafeto pessoal do Lula, Arthur Virgílio, que venceu com tranquilidade a comunista Grazziotin por 65,95% dos votos.

No nordeste nasce o que já deveria ter sido raciocinado desde 2006, o maior desafio para o tucanato. Além de Maceió ganhamos em Teresina com Firmino Filho, em Campina Grande com Romero Rodrigues e emplacamos a vice em Aracaju, com José Carlos Machado. Sem esquecer-se da vitória sobre o PT em Recife, e da boa disputa em São Luís. É nessa circunscrição que se torna LEI o idioma “nordestinês”. A liderança na Câmara e a Presidência do partido para dois gênios pernambucanos, sem dúvida, foi um grande avanço, mas ainda é pouco para disseminarmos o discurso real que fomos o maior projeto político que contribuiu com essa região.

Temos que transformar o PSDB numa fábrica de líderes! Isso vem com trabalho de base, com muita discussão e debate interno e transformando, cada vez mais, o partido num grupo democrático e principalmente de jovens. As eleições de 2012 deixaram um recado muito claro, o partido que não pensa na sua juventude está fadado ao fracasso. E tirar as teias de aranhas que se alojaram em muitos diretórios e impedem o crescimento da legenda deve ser feito já. Só assim poderemos ter penas maiores e um bico mais forte!