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Pedro destaca que maiores produtoras de patentes são universidades públicas

29 de maio de 2019

O deputado e presidente da Comissão de Educação da Câmara Federal, Pedro Cunha Lima (PB), destacou que o contingenciamento de verbas das universidades públicas por questões ideológicas prejudica o desenvolvimento do Brasil na economia global. Segundo o parlamentar, nos últimos anos as maiores produtoras de patentes foram as universidades federais, entre elas a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFPB) que ocupam o segundo e o quarto lugar no ranking nacional, respectivamente, com 136 patentes no total.

“Tenho um orgulho danado em ter a UFCG e UFPB entre as cinco universidades que mais depositam patentes no país. É preciso encontrar outra solução para economizar. Não dá para fazer contingenciamento em pastas estratégicas e importantes como é o caso da educação. As universidades públicas brasileiras têm um papel fundamental no desenvolvimento do país e isso precisa ser mantido. Questões meramente ideológicas não levarão o Brasil a lugar algum. Temos que garantir o pleno funcionamento das instituições, principalmente das suas pesquisas e projetos de extensão”, defendeu o deputado.

De acordo com Pedro, algumas entidades que representam empresas inovadoras começam a ver risco no anúncio de contingenciamento de recursos das universidades federais, o que vai gerar o congelamentos de bolsas de estudo para pesquisas. A relação de empresas com a pesquisa acadêmica vinha em evolução, o que pode ser perdido caso as atividades das universidades sejam comprometidas.

Segundo dados do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), das 20 organizações com sede no Brasil que mais depositam patentes, 18 são universidades públicas, 16 delas federais. A que mais apresentou pedidos para proteger seus projetos em 2017 (último dado disponível) foi a Unicamp, com 77 depósitos de patentes. Ela é seguida pelas federais de Campina Grande (PB) e Minas Gerais, com 70 e 66 pedidos, respectivamente.

“Nos dias de hoje, educação e desenvolvimento tecnológico e científico precisam caminhar juntas e só teremos isso com investimentos. O Governo Federal deveria investir mais e não anunciar contingenciamento de verbas. É preciso fazer mais pelo Brasil, mas a economia pode vir de regalias, por exemplo. Os cortes deveriam ser feitos nos gastos do próprio Executivo, do Legislativo e também do Judiciário. São muitos auxílios dados a pessoas que não precisam. Tudo é uma questão de prioridade. E para mim, a educação é a mais importante”, afirmou Pedro.

Com informações da assessoria de imprensa do deputado