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O PT faz palanque de mesquinharia

18 de abril de 2012

Comentário de Caio Nárcio sobre artigo do Senador Aécio Neves para Folha SP

A disputa pelo poder no Brasil em nada enaltece a democracia. Partidos políticos não possuem vida partidária fora das eleições, e a maioria chega aos pleitos apenas para compor, não para competir.  Pelo conceito, partidos deveriam reunir pessoas que compartilhassem as mesmas ideias, valores e projetos. Não aqui. Aqui , a política serve como um meio para se ganhar dinheiro. Virou um negócio. As eleições tornam-se palanques da mesquinharia.

“O quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios”, escreveu Aécio Neves em seu artigo da Folha de São Paulo desta semana. O senador, cita as eleições, que estão prestes a ocorrer nos Estados Unidos e na França, e as discussões de ideias e projetos nos debates políticos desses países.

No Brasil, vemos estarrecidos o PT governar sem projetos, a não ser o projeto único de se manter no poder. É um partido que não aceita novas ideias, não entra em debates políticos que pensem o crescimento do país. É um partido que, se contrariado, faz pirraça.

Uma pirraça perversa. O PT virou aquele partido da tirania, que tenta intimidar adversários, censurar a imprensa. O PT tornou-se um partido político que deixou para trás a sua história, ao aliar-se com governos ditatoriais, como Venezuela, Cuba e Irã.

Assistimos, perplexos, um partido querer ser mais forte que as instituições democráticas. O PT age assim quando utiliza a CPI do Carlinhos Cachoeira ( justa ) para tentar encobrir o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do caso Mensalão, o maior caso de corrupção da história deste país. Nesta tentativa, o PT ilude a população, joga com a mídia e desrespeita o STF.

O PT julga-se a si próprio. Julga-se superior.  Não é. Termino este artigo com a frase do senador Aécio Neves, que sempre eleva o debate político para o patamar das ideias e dos projetos para o Brasil.

“Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios…Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.”