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Investimento em qualificação profissional é defendida por tucanos em audiência pública sobre ensino médio

31 de agosto de 2017

Audiência pública foi realizada na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília

Audiência pública foi realizada na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília

Parlamentares do PSDB consideram positiva a perspectiva de se investir mais na formação profissional de nível técnico – um ponto essencial dentro da reforma do ensino médio. Os deputados Giuseppe Vecci (PSDB-GO) e Izalci (PSDB-DF) participaram, nesta quinta-feira (31/8), de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara. O objetivo da reunião, feita a pedido do parlamentar goiano, foi debater os impactos dessa mudança sobre o sistema de ensino e o mercado de trabalho.

“Nosso país felizmente acordou para a questão da qualificação profissional, que vai permitir aos jovens entrar no mercado de trabalho já com uma sólida formação profissional”, disse Giuseppe Vecci. Conforme destacou, durante a reunião houve ampla participação de alunos de diferentes partes do Brasil, “todos preocupados com o futuro profissional”. O Plenário 10 do corredor das comissões ficou lotado. Além disso, os internautas puderam enviar perguntas por meio do sistema E-democracia.

Hoje, o Brasil tem apenas 8% dos estudantes cursando ensino técnico, a maioria pelo sistema S (Sesi, Sesc, Senai), escolas técnicas federais e algumas da iniciativa privada. Ou seja, a esmagadora maioria não tem formação específica para o mercado de trabalho.

A expectativa do deputado goiano é que o Brasil, de forma gradativa, possa ter condições de oferecer qualificação, capacitação e habilidade técnica para que o país possa ter um nível de empregabilidade maior. Em termos comparativos, os países que investiram em educação técnica, a exemplo da Alemanha e Áustria, que tem respectivamente 50% e 70% dos jovens fazendo ensino técnico, têm menos jovens fora do mercado de trabalho. Aqui o desemprego atinge fortemente os mais jovens.

O deputado Izalci diz que a situação brasileira é preocupante: só no Distrito Federal há um contingente de 150 mil jovens entre 18 e 24 anos que não trabalham, nem estudam. “O desafio é de trazer esse público e preparar para o futuro profissional”, disse. O tucano questiona a situação dos municípios menores. “Muitos só têm uma escola de ensino médio. Como adequar esses currículos”?, indagou.

Uma das propostas é aproveitar a boa estrutura dos Institutos Federais e transformá-los em centros tecnológicos. “Essa juventude não pode mais esperar. Por isso, vamos desenvolver um trabalho efetivo de profissionalização das pessoas”, afirmou.

Definição dos novos formatos

Deputado Izalci se junta aos jovens que vieram acompanhar a audiência; para tucano, Brasil não pode mais se dar ao luxo de perder tempo na qualificação profissional

Deputado Izalci se junta aos jovens que vieram acompanhar a audiência; para tucano, Brasil não pode mais se dar ao luxo de perder tempo na qualificação profissional

Uma das convidadas, a secretária Nacional de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério de Educação, Eline Neves Braga Nascimento, disse que a reunião aconteceu numa boa hora, pois as mudanças ainda não estão completas. A meta é definir os novos formatos até dezembro. Ela explica que uma das alternativas para o ensino técnico é a formação de parcerias, convênios e acordos de cooperação com instituições ofertantes do ensino técnico.

Ao responder à pergunta do estudante Marcos Vinicius Belotti sobre estabilidade e mercado de trabalho, o diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), diretor geral do Senai e superintendente do Sesi, Rafael Lucchesi, disse que 90% dos brasileiros acreditam que a educação técnica é importante para o mercado de trabalho. “Essa reforma é modernizadora, com sentido de inclusão social e diálogo com o desenvolvimento econômico e social para o Brasil”, defendeu.

Lucchesi reitera a importância de se conquistar esse tipo de formação, especialmente porque cria uma certa estabilidade e o estudante pode progredir fazendo novos cursos, seja de graduação ou de formação tecnológica. Também participaram da audiência o representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Alessio Trindade de Barros, e o representante da Confederação Nacional do Comércio, Francisco Aparecido Cordão.

Fonte: PSDB na Câmara