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Ex-presidente da CPI de Crimes Cibernéticos diz que país precisa estar mais preparado para ciberataques

16 de Maio de 2017

Deputada federal Mariana Carvalho, do PSDB de Rondônia

Deputada federal Mariana Carvalho, do PSDB de Rondônia

O Brasil foi um dos mais de 150 países atingidos pelo ciberataque iniciado na última sexta-feira (12/05), que paralisou o funcionamento de hospitais britânicos e afetou as atividades de grandes companhias, como as fábricas da Renault, a empresa de correspondência FedEx, a espanhola Telefónica, que controla a operadora Vivo, entre outras. No Brasil, o ataque cibernético atingiu os computadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Eles foram desligados preventivamente, o que prejudicou o atendimento aos usuários. A assessoria do órgão informou que uma avaliação será feita nesta semana e que os atendimentos prejudicados serão reagendados tão logo o sistema seja normalizado.

Em outras instituições, como a Petrobras, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo, os funcionários foram orientados a desligarem as máquinas, e alguns sites ficaram foram do ar. Já a Telefónica Brasil informou que seus serviços no país não foram afetados pelo incidente e que a empresa está tomando as devidas precauções. Mesmo com o baixo impacto do ciberataque no país, a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB-RO) (foto) alerta que o Brasil precisa reforçar suas estratégias de defesa contra hackers.

“O que a gente percebe é que não só o Brasil, mas o mundo não está para esse tipo de ataque. O Brasil precisa se atentar que o mundo está cada vez mais tecnológico e precisa estar preparado para isso, discutir. Muitas vezes, a gente só sabe mesmo da gravidade do problema quanto sofre um ataque.”

A tucana, que foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a prática de crimes cibernéticos no país, aponta que a legislação brasileira sobre o tema é frágil, e o Brasil evolui devagar em relação às tecnologias.

“Quando eu estava à frente da CPI dos Crimes Cibernéticos, a gente percebeu que tudo é tão rápido, as tecnologias, os avanços que os hackers usam. O que a gente tenta fazer é uma legislação de proteção. Infelizmente, o país não têm nada que garanta isso”, afirmou a deputada.

O ataque infectou máquinas ao redor do mundo com um vírus do tipo ransonware, que sequestra dados e cobra um resgate para liberar o acesso. Os hackers responsáveis pela contaminação exigiram das vítimas um pagamento em bitcoin, moeda eletrônica criptografada.