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Dilma abandona seus compromissos com Minas Gerais

19 de dezembro de 2012

O sentimento é de traição em relação a Dilma Rousseff quando o assunto é a demanda de Minas Gerais por mudanças nos royalties do minério. Essa é a constatação após dois anos de uma promessa de campanha eleitoral não cumprida pela candidata e hoje presidente da República. A luta dos mineiros por uma justa distribuição dos royalties do minério de ferro se arrasta há anos e não tem encontrado respaldo junto ao PT e à presidente nascida em Belo Horizonte.

Reportagem do jornal Estado de Minas deste domingo (16/12) mostra o calvário vivido por Minas Gerais e os outros estados produtores de minério de ferro para que um novo marco regulatório do setor seja apreciado pelo PT e pela presidente Dilma Rousseff sem que haja traição.

Como lembra o jornal, a luta é ainda mais longa. Em janeiro de 2010, quando o presidente Lula já carregava a tiracolo a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para todos os seus eventos políticos, o Ministério das Minas e Energia se comprometia a apresentar uma proposta para o novo marco regulatório.

Dizia o ministro Edison Lobão: “este é um novo marco regulatório, um novo código mineral e ele está pronto. Eu devo encaminhá-lo ao presidente da República ainda este mês. O presidente o enviará depois ao Congresso e lá serão estabelecidos os prazos de votação”.

Já eleita presidente e próxima de cometer a primeira traição, Dilma Rousseff, no dia 21 de fevereiro de 2011, durante Fórum dos Governadores do Nordeste, em Barra dos Coqueiros/SE, confidenciou ao então governador eleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia, que, ainda no primeiro semestre daquele ano, enviaria ao Congresso Nacional a proposta do novo marco regulatório.

Quando a fatura começou a ser cobrada, nova promessa e sinais da traição de Dilma Rousseff com os mineiros: “O marco deve ser enviado em, no máximo, duas semanas ao Congresso. O projeto está mais ou menos alinhavado com a Fazenda (Ministério da Fazenda), só falta a presidente ter tempo de analisar o que foi feito. Basta você olhar o lucro que têm as mineradoras para ver que a proposta não fica inviabilizada”, dizia o ministro Edison Lobão em agosto de 2011, ou seja, já no segundo semestre do ano.

E nada mudou. No dia 17 de abril de 2012, o ministro voltava a dar uma desculpa pública pelo não envio do marco regulatório: “faltam alguns ajustes que sempre são necessários no fim de tudo, mas não acredito que haverá mais demora”.

Houve e até hoje o governo do PT não teve a capacidade de concluir uma proposta para o marco regulatório. No próximo mês será o terceiro aniversário da promessa não cumprida. Enquanto isso, Minas Gerais segue perdendo recursos. Vivendo uma relação de desapontamento e traição com Dilma Rousseff.

 

Fonte: Turma do Chapéu