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Aécio Neves diz que PSDB é o partido com a coragem necessária para mudar o Brasil

11 de novembro de 2011

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou, nesta segunda-feira (07/11), que o governo do PT tem promovido o continuísmo nos últimos anos. Para ele, o Brasil precisa de uma nova agenda com novas propostas e o PSDB é o partido com a coragem necessária para construí-la.

“Houve um continuísmo exagerado. Não tenho dificuldades em dizer que no governo do presidente Lula aconteceram acertos. O principal deles foi a contrariedade, o esquecimento do seu discurso até a eleição e a apropriação, sobretudo, da política macroeconômica do presidente Fernando Henrique, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, tão rebatidas por eles e, agora, por eles apropriadas. Nós, que construímos esse tripé macroeconômico, de metas de inflação, de câmbio flutuante, superávit primário, que restituímos o arcabouço de toda a política macroeconômica que vem sendo executada, temos a responsabilidade de ousar mais. No momento em que o PT abdica de um projeto de país para se dedicar exclusivamente a um projeto de poder custe o que custar, cabe ao PSDB fazer o que inicia aqui hoje, propor uma nova e ousada agenda para o País”, disse.

Aécio Neves também criticou o inchaço da máquina pública federal, hoje com 39 ministérios. Ele defendeu a profissionalização do setor público, lembrando o Choque de Gestão, iniciativa de seu governo em Minas Gerais que saneou as contas públicas, aumentou os investimentos sociais e estabeleceu metas e bonificações para os servidores públicos.

“Quando se profissionaliza o setor público, os resultados vêm. Eu, como tantos que estão aqui, ouvi pela primeira vez essa expressão utilizada na política, o ‘choque de alguma iniciativa’, quando Mário Covas era nosso candidato à Presidência. De lá para cá, nos apropriamos um pouco dela. Cunhamos, em Minas Gerais, o Choque de Gestão, hoje uma expressão nacional. Mas o que falta hoje no Brasil é um choque de profissionalismo na gestão pública. É inconcebível que tenhamos, hoje, quase 40 ministérios. Para quê? Para que ministérios, como o do Esporte, tenham 75% dos cargos de livre nomeação ocupados pelos companheiros partidários? Isso não existe”, afirmou o senador.