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TRE-MG autoriza utilização de provas da Operação Acrônimo no processo de cassação de Pimentel

26 de fevereiro de 2016

A exemplo da decisão do TSE, que confirmou reprovação das contas da campanha petista, decisão reforça Ação movida pelo Ministério Público

Depois de ter confirmada pelo TSE sua decisão de reprovar as contas de campanha de Pimentel, o TRE-MG autorizou utilização de provas de “caixa dois” colhidas pela PF em Ação do Ministério Público que pede a cassação do governador petista

Depois de ter confirmada pelo TSE sua decisão de reprovar as contas de campanha de Pimentel, o TRE-MG autorizou utilização de provas de “caixa dois” colhidas pela PF em Ação do Ministério Público que pede a cassação do governador petista

Além da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a reprovação das contas de campanha de Fernando Pimentel, outra deliberação da Justiça Eleitoral tomada na quinta-feira (25/02) reforça ainda mais o processo de cassação do mandato do governador petista movido pelo Ministério Púbico Eleitoral. Em reunião plenária realizada na quinta-feira, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) autorizou a utilização de provas colhidas na Operação Acrônimo, da Polícia Federal nesta Ação, que pede a cassação do mandato de Pimentel e do vice-governador Antônio Andrade (PMDB).

A Polícia Federal levantou documentos que indicam que a campanha do PT ao governo de Minas em 2014 subfaturou gastos feitos com as empresas de serviços gráficos do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, apontado como operador financeiro de um esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral. Logo após a eleição, ele foi preso tentando transportar R$ 113 mil em dinheiro vivo em um jatinho. Os recursos seriam do “caixa dois” da campanha de Pimentel.

As provas colhidas no âmbito da Operação Acrônimo indicam que a campanha de Pimentel foi alimentada por um esquema de “caixa dois” comandado pelo empresário Bené. E indicam que os gastos da campanha petista podem ter extrapolado em muito os R$ 10,2 milhões já identificados pelo TRE-MG e que já levam à desaprovação das contas da chapa Fernando Pimentel-Antonio Andrade.

Operador do “caixa-dois” da campanha de Pimentel, Benedito de Oliveira, o Bené, embarca no jatinho em que foi flagrado pela PF com R$ 113 mil em dinheiro vivo

Operador do “caixa-dois” da campanha de Pimentel, Benedito de Oliveira, o Bené, embarca no jatinho em que foi flagrado pela PF com R$ 113 mil em dinheiro vivo

“As máscaras do PT estão caindo”, diz Domingos Sávio.

A decisão do TSE, que confirmou a desaprovação das contas, e a deliberação do TRE-MG, que autorizou a utilização das provas colhidas pela Operação Acrônimo, reforçam ainda mais os argumentos do Ministério Público Eleitoral, que pede a cassação do mandato do governador petista, dentre outros motivos, por abuso de poder econômico e por gastos “não contabilizados” durante a campanha de 2014.

“Além de ter feito uma campanha suja, na base em mentira e leviandades, está ficando cada vez mais claro que a campanha de Pimentel ao governo de Minas também fez uso de caixa dois e de recursos espúrios, da mesma forma que ocorreu na campanha de Dilma Rousseff”, afirma do presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio. “As máscaras do PT estão caindo e o cerco está se fechando cada vez mais”.

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