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Sexta fase da Operação Acrônimo complica ainda mais a situação do governador Fernando Pimentel (PT)

16 de agosto de 2016

Fernando e Carolina Pimentel foram padrinhos de casamento de Eduardo Serrano, secretário-geral da governadoria, e alvo da 6ª fase da Operação Acrônimo

Fernando e Carolina Pimentel foram padrinhos de casamento de Eduardo Serrano, secretário-geral da governadoria, e alvo da 6ª fase da Operação Acrônimo

Desta vez os alvos da operação são o atual secretário-geral da governadoria, Eduardo Serrano, e o instituto de pesquisa eleitoral Vox Populi

Mais preocupação para o governador Fernando Pimentel, do PT, com a deflagração pela Polícia Federal, nesta terça-feira (16/8), da sexta fase da Operação Acrônimo. As ações foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e tem como foco a construção do aeroporto de Catarina, em São Roque, na Região Metropolitano de Sorocaba. A obra foi financiada com recursos do BNDES e, na época, Fernando Pimentel era ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do governo Dilma Rousseff e presidente do conselho de administração do BNDES.

De acordo com informações apuradas pelo PF, os recursos para a construção do aeroporto foram liberados mediante pagamento de contribuição de campanha pela empreiteira JHFS para Fernando Pimentel ao governo de Minas.

A operação financeira foi intermediada pelo empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, operador de campanha de Fernando Pimentel e a propina foi paga através da Vox Populi, “instituto de pesquisas preferido do PT”, noticiou o site “O antagonista”.

Em Belo Horizonte, houve busca e apreensão de documentos no escritório da Vox Populi.

Também está entre os alvos dessa fase da Operação Acrônimo, o atual secretário-geral da governadoria, Eduardo Serrano. Ele foi citado na delação premiada de Bené como um dos intermediários de propina supostamente paga pela Odebrecht a Pimentel. Conhecido como He-Man, ele prestou depoimento superintendência da PF em Minas.

Além de Minas, a Polícia Federal também cumpre mandados de busca e apreensão, além de condução coercitiva, também em São Paulo.

Operação Acrônimo

Fernando Pimentel é o principal investigado da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que o indiciou pela prática de cinco crimes: corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de influência e falsidade ideológica eleitoral. Sua esposa, Carolina Pimentel, também é investigada na mesma ação, na qual é acusada de atuar em conluio com o marido.

Em delação premiada, o empresário e operador de campanha Benedito Oliveira Neto, o Bené, afirmou que o caixa dois da campanha de Fernando Pimentel ao Governo de Minas, em 2014, movimentou R$ 45 milhões. A origem do dinheiro seriam propinas recebidas pelo petista enquanto ocupou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do primeiro governo da presidente afastada Dilma Rousseff, de quem é amigo pessoal.

Confira reportagem publicada blog “Coluna do Estadão”, do jornal O Estado de S.Paulo:

PF deflagra 6ª fase da Operação Acrônimo que mira pagamento para campanha de governador de MG