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Servidores relatam para Anastasia as dificuldades enfrentadas no atual governo pelos atrasos no pagamento dos salários

5 de setembro de 2018

O candidato ao governo do Estado pela Coligação Reconstruir Minas, Antonio Anastasia, se reuniu nesta quarta-feira (05/09) com servidores públicos do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Durante o encontro, Anastasia ouviu relatos sobre as dificuldades em função dos atrasos nos salários e até mesmo sobre humilhações e perseguições que os servidores públicos de áreas como a saúde, educação, segurança, cultura, entre outros, têm sofrido.

“A situação é preocupante. Os servidores do Estado não recebem mais no quinto dia útil e, lamentavelmente, a escala de pagamento não está sendo cumprida. Por isso mesmo, a primeira prioridade, caso eleito, é retomar o pagamento do salário no quinto dia útil, tão logo seja possível. Essa é uma grande prioridade demandada pelos servidores de todas as categorias do Estado de Minas Gerais”, pontuou Anastasia.

O candidato ao governo do Estado pela Coligação Reconstruir Minas afirmou ainda que a falta de transparência por parte do governo petista é um dos motivos da baixa autoestima do funcionalismo público mineiro. “Os servidores se sentem desprestigiados, desanimados e desestimulados, não só pelo atraso, mas também pelo desrespeito à escala. Muitas vezes, ela é publicada e desrespeitada sem prévio aviso aos servidores, que já têm uma programação para os seus pagamentos”.

Efeito cascata
Os atrasos na quitação dos vencimentos prejudica não só os servidores e suas famílias, mas  toda a economia mineira, uma vez que reduz o consumo, criando um nefasto efeito cascata que atinge também setores como o comércio e os serviços. “O Estado não paga em dia os servidores, com isso, eles têm dificuldade de fazer os seus pagamentos, atrasam as suas compras, levando também a demissão de empregados do setor privado. É um efeito cascata muito negativo que, lamentavelmente, temos acompanhado em Minas Gerais”, apontou Anastasia.

Anastasia ressaltou ainda que, se eleito, terá condições de trabalhar em favor dessa demanda, uma vez que já enfrentou uma grave crise em 2003, quando os salários eram pagos de forma escalonada. “Em 2003, nós assumimos o governo com um orçamento deficitário e conseguimos, com um ano e meio de muito trabalho, muito esforço e muita criatividade, colocar o orçamento em dia. Inclusive, naquela época, é bom lembrar, que a escala de pagamentos existia há 20 anos”. Em 2004, os salários passaram a ser pagos no quinto dia útil, conquista que foi destruída pelo atual governo.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos), Geraldo Henrique, afirmou que, além dos constantes atrasos, a atual gestão não está repassando aos bancos o dinheiro dos créditos consignados feitos pelos servidores. A retenção dos recursos, que são descontados nos contracheques, está causando constrangimento. Ele critica também o caos vivido pelo Ipsemg no governo petista.

“O Estado recebe a nossa parcela descontada no contracheque e não repassa para os bancos, para quitar o crédito consignado. Então os bancos cortam o nosso crédito. Depois, barraram também nosso crédito nas farmácias do Ipsemg, o que nos trouxe um constrangimento muito grande. A situação do Ipsemg  piorou,  está um caos”, afirmou.