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Servidores públicos estaduais denunciam “pedaladas” de Pimentel com empréstimos consignados

19 de maio de 2016

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Governo do estado não estaria repassando aos bancos as parcelas já descontadas da folha de pagamento dos funcionários públicos

O governo de Fernando Pimentel, do PT, está “pedalando” com o dinheiro descontado dos servidores públicos que contraíram empréstimo consignado, aquele que tem desconto na folha de pagamento. A Coluna Aparte, do jornal “O Tempo”, trouxe informação de que o governo não estaria repassando aos bancos as parcelas descontadas da folha de pagamento dos servidores.

“Desde o ano passado, vários bancos vêm suspendendo o consignado para o funcionalismo estadual. O governo de Minas está usando o dinheiro descontado dos servidores para arcar com os compromissos, uma espécie de ‘pedalada’”, afirmou um servidor ao jornal. Segundo ele, que não quis que fosse identificado, algumas instituições bloquearam, inclusive, o cartão de crédito consignado, modalidade em que a fatura também é descontada diretamente na folha de pagamento.

O jornal teve acesso a um e-mail enviado pelo banco, no dia 4 de maio, avisando sobre a suspensão do serviço. “Informamos que o governo de Minas e autarquias estão com as operações suspensas para renovação dos convênios. Assim que for regularizado, informaremos através de um novo comunicado”, diz a mensagem do banco.

A informação também foi confirmada pela proprietária de uma agência que faz intermediação entre o servidor e os bancos credenciados. De acordo com a coluna Aparte, fontes envolvidas nos processos garantem que, de dez instituições que prestam esse serviço, pelo menos sete já teriam cancelado novos empréstimos e refinanciamentos de crédito.

Os funcionários públicos, que passaram a receber os salários parcelados, continuam pagando a conta da máquina inchada e do (des) governo do PT no estado

Confira íntegra da nota 

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A maior parte dos bancos e das financeiras que oferecem linhas de crédito consignado para servidores públicos do Estado de Minas Gerais estaria suspendendo novas operações de financiamentos à categoria, por não estarem recebendo as parcelas. Fontes envolvidas nos processos garantem que, de dez instituições que prestam esse serviço, pelo menos sete já teriam cancelado novos empréstimos e refinanciamentos de crédito.

Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, o Estado não estaria repassando aos bancos as parcelas descontadas da folha de pagamento dos funcionários que contraíram empréstimos consignados. “Desde o ano passado, vários bancos vêm suspendendo o consignado para o funcionalismo estadual. O governo de Minas está usando o dinheiro descontado dos servidores para arcar com os compromissos, uma espécie de ‘pedalada’”, afirmou um correspondente bancário, que só aceitou falar sob a condição de não ser identificado.

Segundo ele, algumas instituições bloquearam, inclusive, o cartão de crédito consignado, modalidade em que a fatura é descontada diretamente na folha de pagamento do servidor. O correspondente enviou por e-mail à reportagem comunicado de um banco, no dia 4 de maio, avisando sobre a suspensão do serviço. “Informamos que o governo de Minas e autarquias estão com as operações suspensas para renovação dos convênios. Assim que for regularizado, informaremos através de um novo comunicado”, diz a mensagem do banco.

A informação também foi confirmada pela proprietária de uma agência que faz intermediação entre o servidor e os bancos credenciados. “Essa é a resposta que alguns bancos nos dão ao negar os empréstimos aos servidores: que o convênio com o Estado está suspenso. Mas é mentira. Os bancos só não emprestam se não quiserem. E a informação que temos é que o governo de Minas não está fazendo os repasses dos consignados”, explicou a dona da agência, que não quis ter seu nome divulgado.

A Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), no entanto, negou a informação. Em nota, informou que tem feito os repasses normalmente, até o nono dia útil de cada mês, e que não há parcelas em atraso. Sobre a suposta suspensão do crédito consignado pela maioria dos bancos conveniados, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que não seria possível responder aos questionamentos ontem.