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Servidores procuram a oposição para denunciar governo Pimentel por destruição e caos no Ipsemg

7 de fevereiro de 2018

Em reunião, nesta quarta-feira (07/02), eles denunciaram que o governo de Fernando Pimentel (PT) destruiu o Ipsemg

Representantes da Coordenação Intersindical, que reúne membros de sindicatos dos servidores de Minas, pediram socorro para a oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Em reunião, nesta quarta-feira (07/02), eles denunciaram que o governo de Fernando Pimentel (PT) destruiu o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

Não bastasse a falta de insumos, o governo está dando calote em hospitais, clínicas e laboratórios da rede credenciada do Instituto. Sem os repasses, os credenciados estão suspendendo o atendimento e os servidores enfrentam dificuldades para marcar consultas e para fazer exames.

Atualmente, 7 mil pessoas (servidores e dependentes beneficiados) foram colocadas numa fila, que não anda, aguardando por uma cirurgia eletiva no Hospital Governador Israel Pinheiro (Hospital do Ipsemg), em Belo Horizonte, e nas instituições hospitalares credenciadas. De acordo com a Coordenação Intersindical, só está se submetendo à uma cirurgia quem consegue um mandado de segurança na Justiça. Os sindicalistas querem o apoio da oposição para mostrar o desastre na saúde e cobrar do governo uma solução.

“É lamentável o que o governador Fernando Pimentel está fazendo com Minas Gerais. Não respeita os servidores e, agora, está destruindo o Ipsemg, causando um caos no atendimento à saúde tanto do funcionário público, quanto de seus familiares que também dependem do Instituto. Vamos cobrar do governo uma resposta urgente para este problema e exigir que Pimentel pague o que deve”, afirmou o líder do bloco de oposição, deputado Gustavo Corrêa.

Segundo o diretor do Sindpúblicos, Geraldo Henrique, os hospitais Luxemburgo e Vera Cruz já paralisaram o atendimento aos servidores em Belo Horizonte. O mesmo está acontecendo em unidades hospitalares do interior, em cidades como Lavras e Varginha. O próprio Ipsemg já admitiu para a imprensa o atraso nos repasses de recursos para os hospitais credenciados.

Os servidores estaduais também estão impedidos de usar o Cartão Medicamento, que concede descontos para o funcionalismo na compra de remédios em farmácias credenciadas. Não há qualquer previsão de regularização do serviço. A Rede Aceito, empresa responsável por gerir o cartão, declarou que será necessário, primeiro, o governo quitar o débito de R$ 9,9 milhões com a empresa.

“Os servidores estão pedindo socorro. Não conseguem uma resposta do governo e não enxergam uma luz no fim desse túnel. Infelizmente é assim que Pimentel tem agido, seja com os servidores, seja com prefeitos, que também estão sofrendo com o calote do PT. O Estado não paga ninguém. Pega os recursos, tanto de receita própria, quanto os que vêm da União, e coloca numa caixa sem fundo: uma vez que entra, ninguém mais sabe onde vai parar”, criticou o deputado João Leite.

Mesmo com o calote à rede credenciada, o governo continua descontando os valores da contribuição do Ipsemg (cerca de 3,2%) e da co-participação no salário dos servidores. No entanto, esses recursos não chegam ao Instituto e vão direto para o caixa único do Estado. Como falta transparência, os sindicalistas não sabem sequer se o governo está pagando a contribuição patronal que lhe cabe (1,6% do salário do servidor beneficiado).

Fonte: Bloco parlamentar Verdade e Coerência