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Série do jornal O TEMPO mostra os males que as gestões estadual e federal do PT têm causado a Minas

8 de Abril de 2016

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Matérias mostram o efeito danoso da crise econômica gerada pelo governo de Dilma Rousseff nas cidades-polo do Estado, situação que é agravada pela ineficiência e pelo aumento de impostos do governo de Pimentel

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Pode ser Montes Claros (no Norte de Minas), Varginha (no Sul do Estado), Juiz de Fora (na Zona da Mata) ou Uberaba (no Triângulo Mineiro). Não importa qual cidade ou região mineira. O resultado do desastre das gestões petistas pode ser visto e sentido em toda parte de Minas Gerais. Os mineiros estão sendo duplamente penalizados pelo caos das administrações petistas há 13 anos no governo federal e, a partir do ano passado, também no governo estadual. Como consequência, vagas de empregos são fechados numa velocidade impressionante à medida em que o comércio e a indústria encolhem de forma assustadora em todas as regiões do Estado.

O assunto mereceu uma série de reportagens do jornal O Tempo com o sugestivo título de “Falência Múltipla”, que fazem alertas sobre a cada vez mais caótica situação do Estado. Uma das matérias, publicada no dia 29 de março, trouxe um dado preocupante: a crise fez Minas perder 1.144 empresas em apenas um mês, o de janeiro último (leia AQUI). Outra reportagem da série aponta que a ciranda da crise fecha quatro empresas por hora no estado. (Confira AQUI).

Junto com o fechamento das empresas, chega o crescimento do desemprego, ressalta a reportagem. O total de desempregados no estado mais do que dobrou em 2015 em comparação com o ano anterior. Pulou de 8.661 para 19.636. “Um salto absurdo no desemprego”, disse o gerente de estudos econômicos da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Leão, entrevistado pelo jornal.

Incompetência e apatia

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Com uma situação tão crítica, o que o governo Fernando Pimentel tem feito para tentar amenizar a crise? Ninguém sabe. De acordo com empresários ouvidos na série de reportagens, falta planejamento estratégico e sobra apatia no governo petista. “Temos um secretário de Estado da Fazenda que não é desenvolvimentista, ele é tributarista, só pensa em aumentar alíquota”, criticou o presidente da Fiemg Zona da Mata, Francisco Campolina, referindo-se ao secretário José Afonso Bicalho, um dos principais colaboradores de Fernando Pimentel. (Leia matéria Rastro de demissão e incerteza)

Mas, aumentar a carga tributária tem sido a maneira do governador petista administrar Minas Gerais. Mais de 150 produtos – entre eles material escolar, produtos de higiene e construção e até medicamentos –, tiveram aumento em 2015 após a base governista na Assembleia Legislativa aprovar o aumento da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) proposto pelo governador petista Fernando Pimentel. Este ano, por meio de decreto, o governo penalizou ainda mais diversos setores industriais ao antecipar a cobrança desse imposto.

Assim como a presidente Dilma Rousseff, o governador Fernando Pimentel ficou só na promessa de cortar despesas e enxugar a máquina pública. Ao contrário, desde que assumiu, em janeiro de 2015, criou mais cargos comissionados, aqueles que são preenchidos por indicação política, e aumentou a estrutura do estado para acomodar os “companheiros” e os aliados dos partidos de sua base na Assembleia Legislativa. A verba gasta em publicidade oficial também cresceu. Enquanto sobe a carga tributária para fazer frente aos aumentos de gastos do governo, empresas no estado fecham, o comércio encolhe e a crise se alastra até chegar ao campo. (Leia matéria Afetado, comércio se encolhe)

Hospitais regionais parados

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Mesmo as promessas de campanha ficaram no palanque, como é o caso dos hospitais regionais. “Temos uma única obra parada em Juiz de Fora, o Hospital Regional. Está parada por um único motivo, por não chegar mais recurso do estado”, afirmou o prefeito do município, Bruno Siqueira, do PMDB – em tese, um aliado de Pimentel. Além de Juiz de Fora, também estão paradas as obras dos hospitais regionais de Sete Lagoas e Uberaba. E o que é pior: as obras feitas pelas administrações anteriores estão se deteriorando. A administração anterior deixou, por exemplo, o hospital regional de Uberaba com 95% das obras prontas, mas até agora, um ano e meio após assumir o governo do Estado, o PT ainda não concluiu a unidade. “O jurídico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) está empacando sobre um aporte de R$ 4,5 milhões para terminar o Hospital Regional”, disse o prefeito Paulo Piau à reportagem. (Leia matéria Hospitais já custaram R$ 130 mil, mas ninguém foi atendido)

Na quinta reportagem da série, publicada nesta quinta-feira (07/04), o jornal O Tempo mostra que enquanto falta dinheiro, a ciranda da crise se aprofunda e até a dengue aumenta. É a crise econômica geradas pelos governos estadual e federal do PT agravando ainda mais a crônica crise na saúde. Um dos exemplos citados na reportagem é Juiz de Fora, que decretou estado de emergência no início do ano para poder contratar médicos e equipe de limpeza urbana para fazer frente à epidemia no município. Só com a decretação do estado de emergência, a prefeitura conseguiu recursos mais rápidos.

“A ciranda da crise reduz o consumo, afeta a produção, gera desemprego e aumenta a demanda por serviços públicos, justamente na hora em que União, Estados e prefeituras arrecadam menos tributos pelos mesmos motivos que iniciaram a retração”, ressalta a matéria publicada nesta quinta-feira (07/04). Para enfrentar o círculo vicioso, aponta a reportagem, é necessário tomar atitudes emergenciais, como negociações de dívidas, mas também estruturais, como a reforma fiscal.

A partir desta sexta-feira (08/04), o jornal O TEMPO disponibilizará um hot site sobre a série de reportagens “Falência Múltipla”.