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Salários dos servidores continuará parcelado e início do pagamento não será mais no 5º dia útil

4 de julho de 2016

Gustavo Valadares: O PT, que tanto fala em direito dos trabalhadores, mas, na prática, prioriza os interesses partidários e penaliza a classe que diz defender

Gustavo Valadares: O PT, que tanto fala em direito dos trabalhadores, mas, na prática, prioriza os interesses partidários e penaliza a classe que diz defender

Mesmo com recursos vindos da renegociação da dívida, governo Pimentel segue penalizando o funcionalismo público

Os servidores públicos estaduais continuam sem previsão de receber seus salários em dia em Minas. Na última sexta-feira (1º/7), o governo do Estado anunciou que os pagamentos serão parcelados e escalonados até outubro, pelo menos. Para piorar, o novo cronograma prevê atrasos também nas primeiras parcelas, que não mais serão depositadas no quinto dia útil. Em agosto, o pagamento da primeira parcela – ou o valor integral de quem recebe até R$ 3 mil – só será feito no dia 10 (oitavo dia útil) e o restante cairá nos dias 15 e 18. Em setembro os servidores receberão nos dias 09, 14 e 19, e em outubro, nos dias 10, 14 e 18.

Para o bloco de oposição na Assembleia Legislativa de Minas, não faz sentido Pimentel manter esse atraso já que, há pouco mais de uma semana, o presidente Michel Temer concedeu ao governo de Minas o benefício da renogociação da dívida pública. Dados da assessoria técnica do bloco de oposição Verdade e Coerência mostram que o não pagamento de cerca de R$ 300 milhões mensais da dívida de julho a dezembro deste ano resultará em uma economia de aproximadamente R$ 2,1 bilhões, quase uma folha.

“É inaceitável este governo falar que vai continuar parcelando os salários do funcionalismo diante deste o alívio dado por Temer para os cofres públicos estaduais. Além de não conseguir honrar com o pagamento único, nem a primeira parcela será mais paga no quinto dia útil. Com o PT é assim, sempre pode piorar. Não é possível Pimentel querer penalizar ainda mais os servidores. Em Minas estamos vendo claramente a incoerência do PT, que tanto fala em direito dos trabalhadores, mas, na prática, prioriza os interesses partidários e penaliza a classe que diz defender”, explica o deputado Gustavo Valadares (PSDB), líder da Minoria.

A política de parcelamento dos salários implantada pelo governo Fernando Pimentel desde o início deste ano acabou com uma das garantias dadas aos servidores nas gestões passadas: o pagamento integral dos salários todo quinto dia útil do mês. “Antes do PT, o servidor podia se programar, pagar suas contas em dia, sem juros, e fazer suas compras porque sabia que o pagamento de seu salário era prioridade do governo. Agora não. Para manter a máquina pública inchada e garantir regalias à companheirada, o governo do senhor Pimentel corta do trabalhador, daquele que realmente faz o estado funcionar”, criticou Valadares.

Além dos recursos resultantes da renegociaçao da dívida, as receitas do Estado aumentaram R$ 604 milhões, chegando a R$ 25.457 bilhões, mesmo com a crise econômica, conforme noticiou a imprensa. Os dados são do primeiro quadrimestre deste ano, período em que as despesas caíram R$ 939 milhões, para R$ 23.090 bilhões.

Fonte: Bloco parlamentar Verdade e Coerência