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PSDB está se preparando para ter candidato ao governo de Minas, adianta deputado Domingos Sávio

14 de agosto de 2017

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Domingos Sávio foi o entrevistado do “Café com Política”e falou também sobre a Cemig e o leilão das hidrelétricas, reforma política e cargos no governo Temer, entre outros

Reforma política, defesa da Cemig contra o leilão das hidrelétricas, erros e acertos do PSDB e sucessão estadual foram alguns dos assuntos abordados pelo presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio, no quadro “Café com Política“, na rádio Super 91,7 FM. O “Café com Política” é um quadro de entrevistas, ao vivo, dentro do programa Super N – Primeiras Notícias, comandado por Rodrigo Freitas e Delma Lopes, e já se tornou um dos mais prestigiados da política mineira. A entrevista com o tucano contou também com a participação da jornalista de política do jornal O Tempo, Ana Luiza Faria.

“O PSDB está se preparando para ter candidato ao governo de Minas”, respondeu Domingos Sávio à jornalista quando questionado sobre os movimentos do partido para as eleições do ano que vem no estado. Mas adiantou que o PSDB vai construir a candidatura tucana com os seus aliados “porque nós respeitamos outras lideranças que já colocaram ‘o pé na estrada’”, afirmou.

Domingos Sávio ressaltou ainda que lideranças das grandes cidades do estado serão ouvidas, inclusive de outros partidos. “Nós estamos abertos ao diálogo com os aliados, mas pretendemos ter candidato ao governo de Minas, sim. Até porque o PSDB se prepara para disputar a presidência da República”, ressaltou.

Defesa da Cemig

Outro assunto abordado por Domingos Sávio foi o imbróglio entre a Cemig e o governo federal por causa do leilão das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, marcado para setembro. O deputado rememorou o encontro que teve com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, em julho, junto com o presidente da Cemig e o deputado federal Fábio Ramalho (PMDB), vice-presidente da Câmara. “A Cemig é um patrimônio do povo mineiro e não pode estar vinculada a nenhum partido”, disse o parlamentar. Por isso, o tucano prega a união de todos em defesa da empresa.

Para ele, esse patrimônio dos mineiros não pode ser prejudicado por decisões equivocadas tomadas tempos atrás. “Em 2012, a senhora Dilma Rousseff publicou uma Medida Provisória de número 579 e, é bom lembrar, que Fernando Pimentel era ministro de Desenvolvimento naquela época. Essa Medida Provisória foi um desastre. Ela prejudicou todo o sistema elétrico brasileiro”, explicou Domingos Sávio.

A MP 579 “abriu as portas” para que o governo federal realizasse o leilão das hidrelétricas que estão sob a concessão da Cemig. “Lá atrás o PT errou e agora, infelizmente, todos nós mineiros estamos pagando pelo erro desse partido, curiosamente na gestão de um governador do PT. Mas nós temos que nos unir e defender a Cemig”, ressaltou.

Reforma política

Ao defender a reforma política em discussão na Câmara dos Deputados, Domingos Sávio falou de sua preocupação com o momento atual. “Se você não tem uma relação de confiança entre o cidadão e aquele que o representa, você está colocando em risco a democracia”, alertou.

O tucano defendeu um novo modelo de representação em substituição ao atual sistema. Hoje, a eleição de deputados federais e estaduais é proporcional. Para ser eleito, o candidato depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos votos recebidos pelo partido ou coligação. “Entre o distritão e o distrital, eu prefiro o distrital. Mas não dá pra gente ir direto”, afirmou Domingos Sávio.

Por isso, o deputado manifestou apoio ao “distritão” para as eleições de 2018 e 2022 como forma de transição para a implantação do distrital misto. “Isso será um avanço porque o eleitor vai fiscalizar melhor seu representante, que será mais identificado com determinada região e saberá quais são as suas demandas”, destacou o parlamentar tucano.

No “distritão”, que está em discussão no Congresso Nacional, cada estado ou município se transforma em um distrito eleitoral, onde são eleitos os candidatos mais votados, sem levar em conta os votos para o partido ou a coligação. Já o distrital misto é uma combinação do voto proporcional e do voto majoritário. Os eleitores terão dois votos: um para candidatos no distrito e outro para as legendas (partidos). Os votos em legenda (sistema proporcional) são computados em todo o estado ou município, conforme o quociente eleitoral. Já os votos majoritários são destinados a candidatos do distrito, escolhidos pelos partidos políticos, vencendo o mais votado.

Confira outros assuntos abordados na entrevista pelo deputado Domingos Sávio

Financiamento público de campanha

Propaganda do PSDB na TV

Cargos no governo Temer

Política passada a limpo

Veja íntegra da entrevista do deputado Domingos Sávio à rádio Super FM 91,7 FM. A emissora pertence à Sempre Editora, que publica os jornais O Tempo, Super Notícia, O Tempo Betim e o Tempo Contagem, além do semanário Pampulha.

Clique AQUI  e leia a entrevista no site do jornal O Tempo