videos
Você está em:
IMPRIMIR

Por compromisso com as reformas, PSDB decide manter apoio ao governo federal

13 de junho de 2017

PSDB-reuniao

Em reunião ampliada da Executiva Nacional, nesta segunda-feira (12/06), o PSDB decidiu manter seu apoio ao governo em favor da estabilidade política e econômica. Entre os participantes da reunião estavam presente seus quatro ministros Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades, Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Luislinda Valois (Direitos Humanos); os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Goiás, Marconi Perillo, e do Pará, Simão Jatene; os prefeitos de São Paulo, João Dória, e de Manaus, Arthur Virgílio; além de representantes da bancadas federais e presidente de diretórios estaduais. O presidente do PSDB-MG, deputado federal Domingos Sávio também participou da reunião.

Nas redes sociais, Domingos Sávio defendeu uma posição de independência para o PSDB. “E, muito mais do que apego a cargos ou ao poder, defendo o compromisso com nosso dever para com o país. O momento requer muita responsabilidade e prudência”, ressaltou.

O presidente do PSDB-MG lembrou também da grande responsabilidade que o partido tem com o país e defendeu o apoio os projetos de reforma que tramitam no Congresso, mas com a legenda fora do governo.  “Apoiaríamos a governabilidade para assegurar a implementação de reformas necessárias e para tirarmos o Brasil desta grave crise, mas sem cargos, sem toma lá dá cá. Assim, teríamos isenção e legitimidade para liderar a proposta de um pacto nacional a ser implementado, ouvindo o clamor da sociedade e mantendo uma agenda que, além das reformas, mantenha total apoio ao combate à corrupção, mas sem os exageros de abuso de autoridade que já sinalizam para o descrédito também do judiciário e Ministério Público”, publicou Domingos Sávio em sua página no Facebook.

Proteção ao Brasil

O prefeito de São Paulo, João Dória, disse que a posição do PSDB foi baseada na necessidade de preservar a economia e as reformas que são essenciais ao país. “Majoritariamente, a posição foi favorável à manutenção do apoio ao Brasil, proteção ao Brasil”, afirmou ele. “Não houve aqui definição para proteção e apoio ao governo Temer, mas, sim, proteção ao Brasil, às reformas, ao processo de recuperação econômica do país.”

Dória afirmou que o PSDB não vai dar um “cheque endossado” até o final do governo Temer, e sim avaliar a posição de manter o apoio ao Palácio do Planalto diariamente. “O PSDB não fecha a discussão aqui, apenas tomou posição favorável aos ministros e à proteção ao Brasil. Mas isso não significa que a posição não será reavaliada.”

O senador José Serra (PSDB-SP) ressaltou que, por ter quadros de excelência, o PSDB é referência nas posições que assume, daí a importância de valorizar a responsabilidade e o equilíbrio político e econômico do país. Segundo ele, há “harmonia” na legenda.

“Harmonia essa que se concentra na questão da unidade, renovação das ideias e propostas para o Brasil”, destacou o senador. “Nós vamos completar, no ano que vem, 30 anos, mas sempre com o compromisso essencial com o Brasil, com o desenvolvimento, com a consolidação da democracia, a renovação.”

Recuperação

O presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), José Aníbal, lembrou que as discussões internas servem para consolidar a independência e a necessidade de buscar caminhos que construam um país melhor. “Não quero estar dissociado da recuperação da economia”, ressaltou.

O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP), defendeu a responsabilidade como palavra de ordem para o momento de turbulência em que país vive. “A grande meta do Brasil é gerar renda, gerar recursos. O PSDB sempre assumiu grandes responsabilidades, não será agora que vai virar as costas para o Brasil”, ressaltou ele.

Leia também: Líder na Câmara diz que preocupação do partido é com os 14 milhões de desempregados

Ouça: Por compromisso com reformas, Tasso anuncia que PSDB irá permanecer no governo Michel Temer